Depois alijar a CMU do palanque oficial de abertura da ExpoZebu, o Cerimonial do Palácio do Planalto voltou atrás na decisão
Depois alijar a Câmara de Uberaba do palanque oficial de abertura da ExpoZebu 2013, nesta sexta, o Cerimonial do Palácio do Planalto voltou atrás na decisão e à noite, após um pedido de desculpas, convidou a Casa para o evento. Ao longo do dia o assunto entre os vereadores era um só: o fato de terem sido barrados da cerimônia, tanto que os 14 decidiram em comum acordo que iriam boicotar a festa, que reúne em um único espaço, hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB), ministros, deputados, entre outras autoridades políticas e lideranças do meio rural. A justificativa então apresentada pelo cerimonial à Câmara para manter os vereadores de fora do palanque foi a existência de um decreto presidencial que impedia o acesso de parlamentares a esses espaços. Ainda sob o impacto da situação, o presidente da Casa, Elmar Goulart (PSL), tachou o ato de antidemocrático e citou que, apesar dos esforços da ABCZ para reverter o quadro – Associação que promove a feira –, o Legislativo de Uberaba não teria lugar no evento. A decisão unânime de ficar de fora da festa foi uma reação ao que Elmar chamou de “afronta ao Poder”, especialmente considerando que vereador não é apenas para “pedir voto nas bases; tem que ser respeitado como ente político”. A decepção com a decisão de manter o Legislativo de fora do palanque oficial foi ainda maior porque a Casa preparou uma pauta de reivindicações para ser entregue em mãos à presidente e ao governador mineiro, que durante a tarde foi encaminhada a um assessor da petista. À noite, Elmar recebeu uma ligação do cerimonial relatando que houve um mal-entendido e que os vereadores teriam acesso ao palanque, o que o levou a solicitar à sua assessoria que avisasse aos colegas. Na pauta preparada pela Casa estão sendo solicitadas a duplicação da BR-262, de Uberaba a Nova Serrana, e a implantação do Aeroporto Internacional de Cargas. A Câmara também requer que os próximos projetos do programa Minha Casa Minha Vida incluam a construção de muro entre as residências.