POLÍTICA

Solenidade de abertura da feira marcada por ausências e críticas

Críticas ao Movimento dos Sem-Terra, preservação ambiental e dívidas do setor rural foram os temas centrais da abertura da 75ª ExpoZebu

Mára Santos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:56
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Críticas ao Movimento dos Sem-Terra, preservação ambiental e dívidas do setor rural foram os temas centrais da abertura da 75ª ExpoZebu, realizada domingo (3) no Parque de Exposições Fernando Costa.

A solenidade foi marcada pela presença de autoridades como o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes; das Comunicações, Hélio Costa; vice-governador do Estado, Antônio Augusto Anastasia, entre outras autoridades, como deputados, prefeitos, secretários e vereadores.

Depois de fazer a abertura oficial da feira, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), José Olavo Borges Mendes, passou a palavra para o deputado federal Abelardo Lupion (DEM), que fez a leitura da Carta de Uberaba. Em seguida, José Olavo realizou a entrega de título sócio-honorário para os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e das Comunicações, Hélio Costa. O ex-presidente do Paraguai Juan Carlos Wasmosy e o secretário de defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Inácio Kroetz, foram homenageados com placas. Durante a abertura foi realizada também a entrega do Mérito ABCZ, onde seis pessoas de destaque, entre criadores e funcionários da associação, foram agraciadas.

Os discursos foram voltados para a agropecuária. O presidente da ABCZ criticou o Movimento dos Sem-Terra. Ele destacou que só nos últimos seis anos foram destinados 43 milhões de hectares para a Reforma Agrária e que foram assentadas 519 mil famílias, segundo dados do Governo Federal. “Não há, portanto, nada, além de motivação ideológica e objetivos políticos, por trás dessas seguidas ações de desordem e vandalismo”, criticou José Olavo. Para ele, os produtores e os verdadeiros trabalhadores rurais são hoje as vítimas dessas ações.

Em seu pronunciamento, o ministro da Agricultura disse que nos últimos dois anos houve um avanço na sanidade animal e garantiu que até o ano que vem o Brasil estará livre da febre aftosa. Reinhold Stephanes disse que tem uma visão otimista em relação às perspectivas da agricultura brasileira e encerrou sua fala dizendo que não iria assinar a Carta de Uberaba, naquele momento, porque estava ali como representante do presidente Lula, mas disse que muitas questões envolvendo o meio rural devem ser debatidas e outras revistas.

O encerramento da cerimônia de abertura foi marcado pelo lançamento da Campanha Nacional contra a febre aftosa. Na oportunidade, o ministro da Agricultura vacinou simbolicamente um animal.  

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