O objetivo foi definir estratégias para que a empresa Mosaic não leve para Uberlândia o administrativo que acarretará em perdas para a cidade e centenas de demissões
O Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar) reuniu as lideranças sindicais. O objetivo foi definir estratégias para que a empresa Mosaic não leve para Uberlândia o administrativo que acarretará em perdas para a cidade e centenas de demissões.
Foram realizadas duas reuniões para a formação do Grupo Uberaba Fértil, com representantes dos sindicatos Sticmu (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliários, Sindicato do Vigilantes de Uberaba); Secosaer (Sindicato dos Hoteleiros); Stimmmeu (Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e de Material Elétrico de Uberaba), além da deputada federal Jô Moraes.
Para a presidente do Stiquifar Graça Carriconde, esse movimento deve ir de encontro não só aos trabalhadores que correm o risco de perder as vagas de emprego, mas também a sociedade uberabense que também deve se mobilizar contra a atitude a Mosaic. “Lançamos o ‘Uberaba Fértil’ em defesa dos trabalhadores de Uberaba. Se estão saindo de Santos, que venham para Uberaba onde temos a principal unidade do segmento de fertilizantes. Contamos com a mobilização de todos para sensibilizar a direção da Mosaic, mantendo a administração corporativa em Uberaba”, argumenta.
O Sticmu, representado por José Lacerda Sobrinho, entende que Uberaba possui todas as condições de abrigar o grupo na cidade. “A Mosaic deve a Uberaba,
já que foi muito bem recebida inclusive no quesito infraestrutura. O Sticmu repudia a transferência”, destaca.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Reginaldo Aparecido Dias de Lima, chama a atenção para à quantidade de vagas de empregos. “Nós não entendemos o porquê, já que a empresa sempre foi muito bem assistida por Uberaba. Nós queremos saber os verdadeiros motivos. Hoje, pelas contratações terceirizadas, são 800 trabalhadores, 800 famílias”, ressalta.
Uma das bases mais prejudicadas com o lema “mais com menos” da Mosaic foi o dos vigilantes. Fernando Gustavo dos Santos Ferreira, vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes, alega que as mudanças feitas pela antiga Vale já trazem prejuízos aos trabalhadores. “O sindicato tem 60 profissionais na área de segurança da Mosaic. A empresa veio com um novo modelo de reestruturação do quadro e demitiu vários para colocar porteiros e não seguranças. O sindicato já tem algumas ações e agora apoiaremos o “Uberaba Fértil”, garante.