O ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin enviou ação penal contra o governador Fernando Pimentel que tramitava em Brasília para a Justiça Eleitoral mineira. A investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Acrônimo, aponta irregularidades na contratação de serviços de gráfica durante campanha eleitoral de 2014 sem declaração de valores e de ter recebido “vantagens indevidas”. Ainda não há prazo para que a Justiça Eleitoral do Estado analise a ação penal.
Investiga-se se houve, ainda, tráfico de influência por parte de Pimentel quando ele era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, cargo que ocupou entre janeiro de 2011 e fevereiro de 2014. Segundo a denúncia, o então ministro teria intermediado empréstimo do BNDES para a construtora JHSF, responsável por aeroporto na cidade de São Roque, na região metropolitana de São Paulo. O valor teria sido usado como compensação pelo lobby que Pimentel fez para que o grupo pudesse operar no aeroporto.
Fernando Pimentel nega as acusações e, segundo seu advogado, o envio do processo para a Justiça mineira atende pedido da defesa do governador. Na semana passada, o STJ decidiu que somente julgará governadores em crimes cometidos durante o mandato e relativos ao exercício do cargo.