O contribuinte passará a pagar a taxa mensalmente e cálculo ainda não está finalizado, mas considerará o consumo de água, sem a tarifa de esgoto

Presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, diz que o valor deve ser mais justo, a menor do que é pago hoje pela taxa de lixo (Foto/Jairo Chagas)
Com a alteração no modelo de cálculo, o presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, posicionou que o valor da taxa de coleta de lixo será menor para o contribuinte, mas não apresentou estimativa de quanto deverá ser a economia.
A taxa até então é paga anualmente com os carnês do IPTU, mas Uberaba aderiu à concessão para o gerenciamento regional do lixo e o contrato prevê mudança na forma de cálculo. A taxa passará a ser cobrada mensalmente na conta de água.
Em entrevista à Rádio JM, o presidente da Codau esclareceu que o montante referente à taxa de esgoto não será incluído no cálculo. Segundo ele, a fórmula desenvolvida prevê a cobrança com base apenas no consumo de água por metro cúbico.
José Waldir ressaltou que a cobrança com o IPTU era feita por metro quadrado e agora uma equipe está estudando como fazer a transição para o metro cúbico. Apesar de o trabalho ainda estar em andamento, ele manifestou que o custo da taxa de lixo deverá ficar menor para o contribuinte. “Via de regra, vai ser um valor justo, a menor do que o pago hoje”, declarou.
Entretanto, o presidente da Codau não especificou de quanto seria a economia no valor a ser pago a partir da alteração. Ele argumentou que o custo dependerá da modalidade em que o contribuinte se enquadra, pois existe uma tabela que estabelece diferentes fatores de conversão para imóveis residenciais e comerciais.
Nova sistemática busca reduzir a inadimplência, que chegou a 36,8%
Reduzir o índice de inadimplência é um dos principais motivos para a mudança na forma de cobrança da taxa de coleta de lixo. A informação é do presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, que falou sobre o assunto em entrevista à Rádio JM.
José Waldir lembrou que o Ministério do Desenvolvimento Regional orientou toda a elaboração do projeto da concessão do gerenciamento dos resíduos sólidos para região e apresentou a mudança na forma de cobrança da taxa de lixo, inserida no edital da licitação. “Um dos principais motivos de esse modelo para se cobrar na conta de água ter sido desenvolvido foi porque a inadimplência é menor do que do IPTU”, disse.
De acordo com o presidente da Codau, depois de um pico de 17% de inadimplência durante o período mais grave da pandemia de Covid-19, o índice atualmente está em torno de 9% na cidade. Ele afirma que a perspectiva é que o percentual de consumidores que não pagam a conta de água volte para o patamar de 4,5%, que é a média na área do saneamento.
Por outro lado, conforme os dados referentes à arrecadação em 2021, o município ficou sem receber R$12,1 milhões do total lançado da taxa de coleta de lixo com as guias do IPTU. Considerando que R$32,8 milhões foram cobrados da taxa de resíduos sólidos e apenas R$20,7 milhões foram efetivamente pagos, isso representa 36,8% de inadimplência.