Foto/Divulgação/AMM
Julvan Lacerda, presidente da Associação Mineira de Municípios, entregou no fim de novembro ao presidente Michel Temer documento em que pede intervenção em Minas
O presidente Michel Temer decretou neste fim de semana intervenção federal até o dia 31 de dezembro no Estado de Roraima. A medida foi tomada por causa da paralisação de agentes penitenciários e da Polícia Militar. Em paralelo, prefeitos mineiros ainda aguardam a manifestação de Temer sobre o pedido de intervenção em Minas Gerais, apresentado no fim de novembro.
Os gestores mineiros aproveitaram a presença do presidente Michel Temer (MDB) em encontro municipalista para entregar ofício com pedido de intervenção federal no Estado de Minas Gerais. No documento, o grupo argumenta que a ação é necessária devido à crise das prefeituras causada pela falta de repasses estaduais.
Temer recebeu o requerimento das mãos do presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Julvan Lacerda. No ofício, a entidade posiciona que o pedido de intervenção está previsto na Constituição Federal para regularizar os confiscos realizados pelo governo de Minas.
Ao receber o documento, o presidente da República não respondeu se acatará a solicitação dos prefeitos mineiros. Ele posicionou apenas estar sensibilizado com a questão e prometeu às lideranças municipalistas tomar providências sobre o caso, mas até o momento não se manifestou sobre a intervenção em Minas.
Com a intervenção federal em Roraima, haverá um crédito extraordinário para o Estado entre R$150 milhões e R$200 milhões. A verba será usada para pagamento de servidores públicos e outras despesas. O governo federal vai editar uma medida provisória para liberar o recurso. A primeira parcela a ser liberada será de R$23 milhões. O interventor será o futuro governador Antônio Denarium (PSL), do mesmo partido do presidente eleito Jair Bolsonaro.