Vereador não descarta que a disputa vai se estender até a convenção, que deve acontecer em de junho
Ao fazer uma análise da disputa interna no PMDB visando à sucessão municipal, o vereador e “prefeitável” Tony Carlos, diz que esta situação é resultado da falta de construção prévia de um nome. “O grande problema é que o meu partido deixou tudo aberto e por isso apareceram os que aqui estão”, disse ele, referindo-se à sua própria pré-candidatura, do deputado federal Paulo Piau e do secretário de Governo Rodrigo Mateus, este, com a chancela do prefeito e peemedebista Anderson Adauto. Roberto Veludo também figura nesta relação, mas Tony foi lacônico ao se referir ao correligionário, dizendo “já ouvi falar [da sua intenção de disputar a indicação], mas quem quer, corre atrás.” Para o vereador, a situação atual no PMDB não significa que esteja “partido”, pois na sua avaliação o processo democrático é legitimo e qualquer filiado tem o direito de colocar seu nome para apreciação na convenção em junho, quando serão sacramentados os candidatos ao pleito deste ano. Para Tony, até lá “muita água vai rolar debaixo da ponte”, mas hoje, como não existe consenso e nenhum dos pré-candidatos demonstrou interesse em desistir, a escolha do nome do PMDB ficará para ser decidida entres os convencionais. “Não adianta falar que até abril vai escolher um candidato, a não ser que os três se unam e digam: será fulano. Mas acho difícil, não vejo nesse momento o interesse de nenhum em abrir mão, então, a disputa vai protelar. Quisera Deus que fosse possível escolher, porque o cara ia trabalhando”, pondera. Nesse sentido, ele reitera que é pré-candidato a prefeito pelo PMDB, e que dentre todos os nomes colocados – inclusive de outros partidos – tem mais experiência na vida pública. Tony foi eleito vereador pela primeira vez em 1988. (RG)