POLÍTICA

Tony exonera assessor em nome do Código de Ética da Câmara

Vereador disse na tribuna do Legislativo que a exoneração sirva de exemplo para que nenhum vereador ou servidor caia no deslize, porque a sociedade lá fora está de olho

Renata Gomide
Publicado em 15/10/2013 às 11:43Atualizado em 19/12/2022 às 10:38
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Rodrigo Garcia/CMU

Vereador Tony Carlos, ontem, enquanto usava a tribuna da Câmara para anunciar a exoneração de seu motorista, acusado de furto no interior de São Paulo   O vereador e jornalista Tony Carlos (PMDB) usou a tribuna da Câmara ontem para entregar ao presidente Elmar Goulart (Solidariedade) a exoneração do motorista F.L.P. – então lotado em seu gabinete –, que foi preso no interior de São Paulo suspeito de furto em lojas de departamento. O peemedebista já havia adiantado ao Jornal da Manhã que iria exonerá-lo, sendo que ontem, ao se manifestar em plenário, disse que, apesar do direito ao contraditório, optou por seguir o Código de Ética da Casa.   “Confesso que fiquei surpreso. Quem imaginava? Mas eu não aceito errar. O princípio do Direito nos impede de julgar sem dar a ampla defesa. Sei dessa necessidade, no entanto, quero me valer do Código de Ética da Casa, que em seu Artigo 1º trata da lisura e probidade, inclusive nas atividades públicas ou privadas”, afirmou Tony, que, se dirigindo aos colegas, ainda emendou: “Que a exoneração sirva de exemplo para que nenhum vereador ou servidor caia no deslize, porque a sociedade lá fora está de olho”.   O peemedebista também criticou a imprensa, que, em sua opinião, ao fazer a cobertura do fato, o colocou em situação vexatória. “Colocaram meu nome, mas não dos envolvidos. Não sou parte da notícia. Nunca fui processado, nunca roubei”, disparou Tony, que ainda assegurou que semana que vem deixará a Câmara e sairá igual a ex-vereadora Marilda Ribeiro, que “devolveu até as canetas”.   A declaração otimista de Tony é alusiva ao fim do prazo para que o prefeito de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) e suplente do PMDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Getúlio Neiva, decida se vai ou não assumir a cadeira vaga com a morte do então deputado estadual José Henrique, em 20 de agosto. Neiva tem até o dia 24 para se manifestar, se não o fizer, ou seja, se permanecer à frente do Executivo daquela cidade, automaticamente o vereador será convocado.   De acordo com a assessoria de imprensa da ALMG, no dia 21 de agosto Neiva foi chamado a assumir o cargo através de publicação no Diário do Legislativo, sendo que no dia 24 pediu prazo para se decidir – regimentalmente ele tem 30 dias para a posse, com a possibilidade de prorrogar por igual período. Em 19 de setembro ele apresentou pedido de prorrogação, a contar a partir do dia 24 daquele mês, quando venceria o primeiro prazo.

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