Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) entregou ao Supremo Tribunal Federal levantamento que aponta 1.216 obras paralisadas no Estado. A lista inclui projetos estaduais e municipais paralisados em Minas Gerais, representando, aproximadamente, R$2 bilhões de recursos públicos envolvidos. O levantamento foi produzido com dados declarados pelos 803 municípios que responderam à pesquisa. Ainda não há informação se o relatório inclui alguma obra na região de Uberaba.
Na reunião, foi criado comitê para fazer um diagnóstico sobre as obras paralisadas do país, formado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – órgão também presidido pelo ministro Dias Toffoli, TCU e Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). O comitê recebeu um prazo de 30 dias para realizar o diagnóstico nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e segurança pública.
Uma pesquisa preliminar do TCU apontou que existem 39.894 contratos de obras federais em todo o país, sendo que 14.403 se encontram hoje inacabadas ou estão paralisadas. Estes números se referem às obras estruturantes, como pontes, estradas e viadutos, e de serviços públicos essenciais como Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento, escolas, creches, dentre outros. De acordo com o TCU, as principais causas da paralisação são o abandono pelas empresas construtoras, questões ambientais, projetos desatualizados ou inadequados e pendências legais, dentre outros.