Pelo segundo mês consecutivo, Uberaba teve saldo positivo na geração de empregos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, no município foram abertas 393 novas vagas de trabalho com carteira assinada em fevereiro.
O resultado foi alcançado por conta de 5.124 admissões e 4.821 demissões. A abertura de novos postos de trabalho, nos meses de janeiro (109) e agora em fevereiro, reverte à tendência negativa que foi registrada nos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado, com fechamento de vagas, 1.669 vagas nos três meses. Atualmente, 97.626 trabalhadores estão em situação formal, com carteira assinada em Uberaba.
Nos dois primeiros meses do ano, foram abertas 502 novas vagas de trabalho. Esse é o pior desempenho registrado para o bimestre (janeiro/fevereiro), desde 2020, quando foram 1.054 novos empregos gerados. No mesmo período, em 2021 foram 1.597, em 2022 foram 919, em 2023 foram 764, em 2024 foram 966 e no ano passado, 907.
Dos cinco grandes grupamentos econômicos, quatro registraram desempenho positivo na geração de empregos em Uberaba. O setor de serviços liderou o ranking, com 220 vagas abertas, seguido pela construção com 106 e o comércio, com 106 e agropecuária, com 21. O único com que teve saldo negativo foi a indústria, com o fechamento de 34 postos.
O Brasil registrou a geração de 255.321 empregos com carteira assinada em fevereiro. Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no mês, com destaque para o setor de Serviços, responsável pela geração de 177.953 vagas. Também tiveram desempenho positivo a Indústria (+32.027), a Construção (+31.099), a Agropecuária (+8.123) e o Comércio (+6.127).
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo resultado positivo em fevereiro, com destaque para as áreas de educação (+49.013), atividades administrativas e serviços complementares (+37.972), transporte e armazenagem (+17.886) e alojamento e alimentação (+16.920).
Na Indústria, a criação de vagas foi impulsionada por segmentos como abate e fabricação de produtos de carne, processamento industrial do fumo e fabricação de calçados. Já na Construção, os maiores avanços ocorreram em obras de edifícios e infraestrutura.
O saldo de empregos foi positivo em 24 das 27 unidades da Federação. Os maiores destaques foram São Paulo (+95.896), Rio Grande do Sul (+24.392) e Minas Gerais (+22.874). Por outro lado, três estados registraram saldo negativo: Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.