Uberaba será uma das sete cidades-polo do Estado a contribuir efetivamente com a construção da agenda estratégica do desenvolvimento do agronegócio mineiro, até 2030
Uberaba será uma das sete cidades-polo do Estado a contribuir efetivamente com a construção da agenda estratégica do desenvolvimento do agronegócio mineiro, até 2030. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Agricultura de Minas Gerais, deputado federal licenciado José Silva (SDD), que estará novamente na cidade no dia 18 de fevereiro para este evento. “Será um momento estratégico para trazer à agricultura e ao agronegócio as ferramentas modernas de gestão”, disse ele, acrescentando que a agenda é o grande desafio da pasta que comandará por mais 90 dias – ele é candidato à reeleição e reassumirá a cadeira de deputado federal. De acordo com José Silva, a construção de uma política sustentável, pensando no médio e longo prazos, terá a contribuição do que chamou de inteligência no Brasil e no exterior. Ainda conforme o secretário, é hora de construir novos caminhos e assumir desafios e de consolidar programas importantes como Minas Leite, Minas Carne e Pró-genética. “Tem toda uma simbologia a construção da agenda a partir de Uberaba”, completou José Silva, que cumpriu compromissos ontem na cidade a convite da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), que reuniu ao seu redor as lideranças do setor, bem como representantes de órgãos ligados ao agronegócio no Estado. À mesa, o secretário foi indagado pelo presidente do Sindicato Rural de Uberaba (SRU), Romeu Borges Júnior, quanto à segurança no campo, citando que a cidade ganhou a primeira Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) Rural do país, no entanto, os índices de criminalidade não se reduziram. O dirigente sindical questionou os critérios para definição do número do efetivo no local, citando que são 13 os profissionais, enquanto a Polícia Ambiental tem 40. “Não tenho nada contra o meio ambiente, pelo contrário, ele é primordial, mas essa diferença de efetivo precisa ser revista”, afirmou Romeu, que também alertou o secretário que o Ministério Público está boicotando o Código Florestal mineiro em algumas regiões. O presidente do SRU ainda tachou de “perversa” a política de divisão da agricultura familiar pelo tamanho da propriedade, entre outras demandas apontadas. José Silva ponderou que a segurança no campo é um problema do governo, mas que passa por várias pastas, e assegurou que a solução será construída. O Estado analisa alterar a legislação que trata da agricultura familiar, disse o secretário, que ontem também sentou-se com integrantes da Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Grande (Copervale), em processo de recuperação judicial. “É obrigação apoiar, mas como, só após conhecer os desafios. Sabemos que a cooperativa tem história e tradição, por isso queremos participar das soluções”, finalizou.