POLÍTICA

Uberabenses aprovam o pedido de desculpa do ministro Carlos Minc

Os deputados uberabenses Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB) aprovaram as declarações de desculpas aos produtores rurais

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:02
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Os deputados uberabenses Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB) aprovaram as declarações de desculpas aos produtores rurais, apresentadas pelo ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, ontem de manhã, durante audiência na Comissão de Agricultura. “Em nome dos produtores rurais e do Brasil, aceito o pedido de desculpas de Minc, foi um ato de humildade, mas desde que ele mude o comportamento”, disse Piau, após a reunião da comissão.

Apesar de alguns parlamentares pedirem a demissão de Minc, Piau acredita que ele deve se manter no cargo, pois fez o compromisso público de reformular o Código Florestal, atendendo ao interesse do produtor rural. “Se antes ele não tinha todas as informações referentes às questões ambientais, hoje ele já tem todas”, diz Piau, referindo-se ao “bombardeamento” de informações que recebeu de cerca de quarenta parlamentares presentes. 

Além de mostrar ao ministro seu comportamento exacerbado e com grande prejuízo para o setor produtivo brasileiro, Paulo Piau propôs que o presidente da República edite uma medida provisória da moratória ambiental que proíbe o desmatamento, mas não criminaliza os produtores que se encontram em desacordo com o Código Florestal, até que se mude a atual legislação.

Para MM, existem dois vieses. Um, pessoal, considera que diante de um pedido de desculpas, evidentemente, os mais esclarecidos acabam aceitando. Outro, o institucional, cujas desculpas não bastam diante da desconstrução de um caminho que estava sendo percorrido. A fala de ontem do ministro Minc, sob este prisma, avalia o parlamentar, vem como uma possibilidade de esforço para se voltar a construir o pavimento interessante que estava a caminho, com o diálogo entre agricultores e ambientalistas, de forma a preservar o meio ambiente sem “afundar a espada no pescoço do produtor”.

Em sua opinião, a declaração inicial e agressiva de Minc criou mais uma área de conflito. “Ele falou como se existissem duas agriculturas. Isto não existe. O que há é uma cadeia produtiva. E a manifestação do ministro foi catastrófica”, ressaltou.

Proposital. Montes defende a preservação e que os avanços quanto à reforma florestal se deem passo a passo. MM não descarta a possibilidade de que a agressão provocada por Minc possa ter sido proposital, visando a criar uma nova área de atrito. Por outro lado, entende que “este limão pode ser transformado em limonada” e precipitar uma decisão de encaminhamento até por parte do próprio presidente Lula, que já tem demonstrado querer caminhar fortemente no desenvolvimento sustentável. Diante disto – entende –, há perspectivas de resultados.

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