Agendamento de consultas e exames nas Unidades de Pronto-Atendimento Abadia e São Benedito estará proibido a partir do dia 1º de maio.
Agendamento de consultas e exames nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) Abadia e São Benedito estará proibido a partir do dia 1º de maio. A medida será adotada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) como alternativa para desafogar o sistema e minimizar a demora no atendimento dos usuários.
De acordo com o subsecretário de Saúde, Gilberto Magnino, os usuários devem procurar as unidades de saúde dos bairros, para marcar consultas e exames. “A UPA é um unidade para atendimento de emergência, não vemos necessidade de oferecer esse serviço lá”, justifica.
Levantamento da diretoria de Atenção Especializada da SMS, apresentada no fim de março, aponta média mensal de 9 mil atendimentos clínicos na UPA, cerca de 300/dia. Além de 2.200 atendimentos pediátricos.
O subsecretário também informa que a compra dos medicamentos, para abastecer as farmácias básicas da rede, já foram realizadas, através de decreto emergencial, e os itens estão disponíveis aos usuários. Dos R$ 611 mil adquiridos em remédios, R$ 180 mil já foram entregues e estão disponíveis nos postinhos. Até o dia 30 de abril, ele estima que 50% dos itens estarão no estoque e o restante será complementado pelos fornecedores, no máximo, até 10 de maio.
Quanto aos insumos, o subsecretário conta que a Prefeitura comprou R$ 341 mil em material e mais da metade, R$ 176 mil, está no estoque. As quantidades restantes serão entregues conforme o mesmo cronograma dos medicamentos. “99% das unidades estão abastecidas, com prioridade às UPAs”, ressalta.
Paralelamente, a PMU dá seguimento à licitação para contratação de fornecedores de remédios e insumos, que atendam a necessidade da rede. A expectativa, continua Magnino, é finalizar o processo até junho. O contrato terá validade por dois anos.
Sobre os medicamentos oferecidos por meio de processos especiais ou mandatos judiciais, o subsecretário afirma que a licitação já está em fase de assinatura de contrato. Ele acrescenta também que a partir de 27 de abril, as demandas cobradas no Judiciário serão analisadas por uma comissão especial. “Estivemos com o promotor e ficou acertado que, à medida que os usuários entrarem com requerimentos, ele encaminhará para avaliação e parecer técnico do grupo”, encerra.