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Marco Antônio Castello Branco diz que a dívida não é obra de um só governo
A divisão da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), com a consequente venda dos ativos da parte rentável da empresa, tem como objetivo principal enfrentar a grave crise financeira vivida pelo governo de Minas. A afirmação é do diretor-presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, que participou de audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião teve como finalidade ouvi-lo sobre o Projeto de Lei (PL) 4.996/18, que visa a alterar a Lei 22.828, de 2018, para autorizar a empresa a realizar operações de cisão, total ou parcial, fusão e incorporação.
“Essa crise tem história, não é obra de um só governo. E nós estamos enfrentando”, afirmou Castello Branco, acrescentando que os recursos da venda poderão ser utilizados para amortização da dívida do Estado com a União. Com isso, disse o gestor, a arrecadação tributária ficará desincumbida do pagamento da dívida e disponível para áreas prioritárias para o atendimento ao cidadão. Ele procurou esclarecer que, na composição societária atual, o Estado de Minas Gerais tem 30% das ações e a Codemge, 70%. “O que o governo busca vender são os seus 30%”, definiu. A Codemge é a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, cuja criação é questionada pelos deputados da oposição.
Representantes do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público de Contas rebateram argumentos do presidente da Codemig. Sara Meinberg Andrade Duarte, procuradora do MP de Contas, destacou que no procedimento investigatório do órgão foram verificadas irregularidades de natureza formal e quanto à economicidade da operação.