POLÍTICA

Vereador contesta argumento da PMU sobre gestão da rodoviária

Gisele Barcelos
Publicado em 07/08/2021 às 18:13Atualizado em 18/12/2022 às 15:28
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Autor de ação popular que requer o fim da concessão do terminal rodoviário, vereador Paulo César Soares China (PMN), contestou argumentos da Prefeitura para não reassumir a gestão do espaço e teceu várias críticas ao governo Elisa Araújo (Solidariedade).

Em entrevista à Rádio JM ontem, o parlamentar posicionou que a justificativa da Prefeitura de falta de recursos financeiros para retomar a administração do terminal rodoviário não procede, pois existe a verba do aluguel pago pelos permissionários do local. “Dizer que não tem orçamento para administrar o terminal rodoviário é uma mentira das grandes. Se desse prejuízo, a empresa não estaria lá”, argumentou.

Além disso, o vereador alegou que a manifestação da Prefeitura demonstra uma postura elitista do atual governo e ignora o interesse público porque as exigências do contrato continuam não sendo cumpridas pela concessionária e os comerciantes do local seguem pagando altos valores de aluguel. “[A prefeita] está demonstrando que veio de um berço. Foi eleita prometendo governar para os fracos, mas tenho certeza que ela está do lado dos grandes empresários e de pessoas fortes da cidade”, acrescentou.

De acordo com China, a Administração Municipal teria embasamento para justificar a rescisão de contrato com a concessionária e ainda assim insiste na manutenção do contrato, nem sequer considerando a possibilidade de repassar a gestão do terminal para os permissionários. “Provamos que o contrato está cheio de erros. A empresa não cumpre e nem faz prestação de contas”, disse.

O vereador salientou que, agora, a Prefeitura terá que comprovar os argumentos apresentados ao Judiciário. Ele afirmou que aguardará a decisão do juiz sobre o caso, mas já adiantou que irá até a última instância judicial para solicitar a retirada da atual empresa. “Isso é um início de uma guerra. Não vamos parar por aí”, adiantou.

Em paralelo, o parlamentar, também, revelou que devem ingressar com outra ação na Justiça para contestar o valor dos aluguéis cobrados no terminal rodoviário. O custo gira em torno de quase R$2 mil, o que é considerado abusivo diante da situação do local e dos impactos econômicos da pandemia de Covid-19. “Os comerciantes estão sem proteção nenhuma. [...] Os usuários de drogas assaltam passageiros, porque [estes] não têm segurança e nem nada”, contestou. (GB)

Município acerta ações para melhorar a segurança no entorno do terminal

Após as críticas sobre a falta de segurança na entrevista, a Prefeitura divulgou, na manhã de ontem, que uma reunião ocorreu na sexta-feira (6) para tratar da segurança no terminal rodoviário. 

Segundo as informações do governo municipal, ficou acordado que a concessionária remanejará funcionários para aumentar o número de fiscais, enquanto o Município melhorará a iluminação pública e intensificará ações de jardinagem, como a poda de árvores no entorno da rodoviária.

Outras medidas também foram discutidas, como a criação de ronda mista, composta por membros da Polícia Militar e Abordagem Social, devido à concentração de pessoas em situação de rua no local.

Para o secretário municipal de Administração, Beethoven de Oliveira, a reunião é um primeiro passo para sanar o problema. “Faremos o que estiver ao alcance do Município para melhorar a segurança pública ao redor da rodoviária, assim como fiscalizaremos o que for de responsabilidade da concessionária”, ponderou.

Na próxima semana, membros de várias pastas do Governo Municipal irão ao local, acompanhados do comandante do 67º BPM. (GB)

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