Foto/Jairo Chagas

Vereador Eloísio Santos esteve no programa Pingo do J nesta segunda
Após ser apontado pela Polícia Civil como autor do atropelamento de uma cachorra em maio, o vereador Eloísio Santos, em entrevista à Rádio JM, nesta segunda-feira (11), admitiu que dirige sem habilitação e que considera essa uma situação comum. “Isso para mim é muito comum. Às vezes em alguma urgência, já que piloto bem. Faço até viagenzinhas. Pão na padaria, algumas vezes. Eu tenho a carteira paga, só terminando as coisas judiciais para terminar”, diz.
Como determinado no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no primeiro parágrafo do artigo 159, é obrigatório o porte da carteira nacional de habilitação (CNH) ou a permissão para dirigir (PPD) caso esteja ao volante.
Para o caso de dirigir sem ser habilitado, está previsto ao motorista uma infração de natureza gravíssima, multiplicada por três vezes. A penalidade é uma multa multiplicada por três, que totaliza R$ 880,41.
Após as investigações e coleta de depoimentos, a Polícia Civil de Uberaba apontou o vereador Eloísio Santos como autor do atropelamento de cachorro, em maio. Em primeiro momento, o edil, chamado para depor, alegou que estava no banco de passageiros e quem dirigia era sua mulher. No entanto, nova apuração apontou que era ele quem conduzia o veículo.
Durante a entrevista, o parlamentar justificou o atropelamento alegando que não viu ou ouviu a cachorrinha. Ele afirma que o “sol forte” da região e a concentração de carros na rua dificultaram a visão no momento do acidente. “Aquela região tem um sol forte de frente. Ali ficam carros de um lado e do outro na entrada. Acredito que não dava para ver, o cachorro era muito pequeno. Quando você vai ver o vídeo, o cachorro é bem pequeno”, argumenta.
Além disso, Eloísio Santos afirmou que a situação é relativamente comum no grupo de conhecidos. “Não tem nada de anormal nisso. De todas as pessoas que conversei, ou quase atropelou, ou atropelou e não aconteceu nada. Eu, pastor e vereador, não saio de casa para poder atropelar cachorro, animal, qualquer outro ser. A gente, quando sai de casa faz a oração e pede a Deus para te guardar. Eu sou um cidadão de bem, não tenho crime nenhum”, afirma.