POLÍTICA

Vereador exige apuração de infidelidade partidária

O vereador peemedebista Marcelo Machado Borges, o Borjão, enviou à Executiva Estadual do PMDB requerimento solicitando que sejam apurados descumprimento e infração ao Estatuto

Renata Gomide
Publicado em 05/12/2010 às 18:01Atualizado em 20/12/2022 às 02:51
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O vereador peemedebista Marcelo Machado Borges, o Borjão, já enviou à Executiva Estadual do PMDB requerimento solicitando que sejam apurados descumprimento e infração ao Estatuto e Código de Ética da legenda durante as eleições de 2010 no município.

No documento, postado quarta-feira nos Correios de Uberaba, Borjão cita a “evidente infidelidade partidária cometida por alguns componentes do Diretório Municipal, em especial os presidentes Luiz Humberto Alves Borges e Darle Nunes de Barros (PMDB-Mulher)”. Ao requerimento foram anexados vários recortes de jornal para dar suporte às alegações do vereador.

Borjão destaca que durante a campanha eleitoral os integrantes da diretoria declararam incondicional apoio a José Luiz Alves. Vale aqui relembrar que Alves era do PMDB (foi, inclusive, presidente do diretório municipal) e migrou para o PSL a fim de disputar uma cadeira de deputado estadual sem a necessidade de obter muitos votos, levando em consideração o critério da legenda. A estratégia acabou se mostrando frustrada, já que ele não conseguiu se eleger, apesar do apoio de vários membros do seu ex-partido, inclusive do prefeito peemedebista Anderson Adauto.

Outro detalhe que merece ser relembrado é que o PMDB teve candidato a deputado estadual, o vereador Tony Carlos.

Conforme o deputado federal reeleito Paulo Piau, a representação do correligionário Borjão será assunto para ser deliberado pela Executiva Estadual do partido – da qual o parlamentar faz parte. Ele entende que o vereador tem todo o direito de protestar junto à legenda, “afinal, estamos em uma democracia”, e o PMDB tem a obrigação de se posicionar. Mas o problema não foi localizado, pois, segundo Piau, “a infidelidade partidária foi geral no Brasil. Infelizmente, os partidos estão debilitados. A fidelidade existe só na lei, não na realidade”, dispara.

Para o deputado, essas situações serão eliminadas se forem aprovadas as reformas política, partidária e eleitoral. E lembra que essas questões vêm passando de governo em governo sem uma solução. Agora, observa, a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) disse que vai fazê-las. “É preciso começar, dar a direção, o resto fica com o Congresso”, ressalta. Mas, a se considerar a revelação do parlamentar de que existe uma ação visando à coleta de assinaturas exigindo a aprovação dessas reformas, pode vir por aí mais um projeto de iniciativa popular para organizar a política nacional.

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