Garrafas plásticas, pneus e até sucatas de veículos, que deveriam ter destinação adequada, ocupam, na verdade, o leito do rio Grande, cujas águas vêm sendo continuamente degradadas. Imagens captadas por mergulhadores – que integram uma Associação – mostram o material poluente que se acumula no curso d’água e que precisa ser retirado, como foi feito em 2009.
À época foram retiradas duas toneladas de lixo, incluindo restos de construção, móveis, latas, além de 50 pneus. Assim como naquela ocasião, é preciso obter autorização do Ministério Público Federal para proceder à limpeza. Conforme o vereador Ismar Marão (PSB) – que também é mergulhador – o coordenador Regional das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente, Carlos Valera, irá receber os apoiadores da ideia na quarta-feira, dia 5. O pessebista já esteve reunido com a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Claudine Bettarello, a quem entregou documentos sustentando a proposta de limpar o rio.
A ação foi solicitada pela Associação de Pescadores da região – que tem encontrado mais lixo do que peixe ao jogar isca e anzol no rio –, e tem o apoio dos mergulhadores, empresas do setor de pesca, organizações não governamentais, entre outros. De acordo com Ismar, é necessário autorização do Ministério Público Federal para proceder à limpeza, já que o rio é interestadual. A meta é fazer esse trabalho em outubro. (RG)