A ausência de cobradores no transporte coletivo de Uberaba é motivo de cobrança na Câmara Municipal de Uberaba (CMU). O assunto é recorrente no parlamento, uma vez que em 2014 o tema esteve em debate no Plenário, com foco no desemprego.
Na ocasião, o vereador João Gilberto Ripposati (PSD) lembrou que vários governos entraram com projeto na CMU para transformar a função de cobrador em agente de bordo. Ele informou ainda que com a implantação da tecnologia, os empresários alegam que, até por questão de segurança, já que houve registros de furtos em ônibus, não é necessário mais o cobrador. Tanto que as empresas trabalham para diminuir o número de usuários que pagam em dinheiro. O objetivo é que a maioria dos usuários tenham cartão magnético.
Recentemente, Ripposati retomou essa discussão e se disse preocupado com a segurança das pessoas que fazem uso do transporte coletivo urbano. Ele até apresentou requerimento, em Plenário, que contesta a prática de motoristas acumularem a função de cobrador.
No documento, ele solicita ao prefeito Paulo Piau (PMDB) que determine a Secretaria Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transporte (Sedest), a proibição dos motoristas realizarem os serviços de recebimento de passagens e devolução de troco ao mesmo tempo em que conduzem os veículos.
“As empresas optaram por eliminar a figura do cobrador dentro dos ônibus, e estão fazendo uma campanha de estímulo do uso de cartões. Porém, o usuário não dispõe de pontos suficientes para a aquisição dos mesmos, o que obriga o motorista a manusear dinheiro”, disse Ripposati.
O vereador argumenta que esta prática aumenta substancialmente a possibilidade de acidentes, colocando em risco a integridade do usuário. Para o parlamentar pessedista, o intuito da proposição é justamente trazer mais segurança aos passageiros.
Ripposati espera o atendimento imediato da sua proposição, a fim de fazer com que se cumpram as leis de trânsito e que vidas sejam preservadas.