Vereador Edmilson de Paula fez uma proposta ontem durante a quinta plenária do mês que deverá gerar muita discussão entre seus pares. Ele está defendendo a aplicação de multas
Divulgação/CMU
Vereador Edmilson de Paula propõe multa para aquele legislador que deixar o plenário na hora de votar O vereador Edmilson de Paula (PRTB) fez uma proposta ontem durante a quinta plenária do mês que deverá gerar muita discussão entre seus pares. Ele está defendendo a aplicação de multas aos vereadores que se ausentam da reunião, justamente no momento de votar uma proposição de lei. “Acho que tem que começar a mexer no bolso”, disse, ao apresentar a sugestão durante a discussão em torno do Projeto de Resolução 36/13, de autoria de Marcelo Borjão (DEM), que visa pôr fim às abstenções nas votações na Câmara. Na prática, a proposição estabelece o “sim” e o “não” como únicas alternativas de voto nas deliberações da Casa. Inicialmente Edmilson iria apresentar uma emenda ao texto, mas optou por pedir vistas da matéria e agora terá até dez dias úteis para estudá-la e elaborar sua proposta, além de conferir sua constitucionalidade, antes de reapresentá-la em plenário. Considerando este prazo, o projeto só voltará à discussão em outubro, já que esta é a última semana de votações na Casa. Edmilson ainda não sabe qual valor dará à multa, mas sinaliza que irá direcionar o que for arrecado para instituições assistenciais. Ele elogiou o colega Borjão pela iniciativa, ao defender que o eleitor tem que saber como vota seu representante. “A gente tem que pensar no povo. É fácil pedir voto, mas na hora de cumprir o regimento...”, colocou o vereador, que disse mais: “tem colega que chega aqui às três [horas] e sai as seis [horas]. Isso é errado. O trabalhador de uma grande firma que chega três horas atrasado está demitido”. Vereador de primeira viagem, Edmilson já aprovou em plenário um requerimento onde solicitou aos colegas que cumpram o horário regimental das sessões – das 14h às 18 horas –, o que não tem sido respeitado. Mas sobre isso, ele disse que uma posição deve vir do presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL).