POLÍTICA

Vereadores encontram remédios vencidos em cômodo do Cerest

Medicamentos e insumos vencidos e a vencer foram encontrados ontem pelos quatro vereadores da Comissão de Saúde da Câmara, em espaço anexo ao Cerest

Renata Gomide
Publicado em 10/11/2011 às 23:57Atualizado em 19/12/2022 às 21:26
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Medicamentos e insumos vencidos e a vencer foram encontrados ontem pelos quatro vereadores da Comissão de Saúde da Câmara, em espaço anexo ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Eles foram conferir uma denúncia que havia chegado na véspera para Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), que é vogal do colegiado, e garantem não ter encontrado dificuldades de acesso às diversas dependências no local.

No entanto, quando se preparavam para ir embora, contam que resolveram conferir o anexo, lá encontrando antibióticos diversos – entre outros medicamentos – e insumos como lâmina de bisturi e para exames de Papanicolau, cateter e talas, alguns já vencidos e outros a vencer em 30 de novembro deste ano. O grupo estima em cerca de duas toneladas os itens nessa situação.

Presidente da Comissão e líder governista na Câmara, Cléber Cabeludo (PMDB) não escondeu que ficou surpreso com o “achado” e deliberou, junto aos demais colegas (incluindo o republicano Samuel Pereira (relator) e o petista José Severino Rosa (suplente), por agendar uma reunião com o secretário de Saúde, Valdemar Hial, para que ele possa explicar a situação.

Ofício com esse fim seria remetido ontem à Pasta, visando ao esclarecimento de pontos como a razão pela qual os remédios estavam naquele local. “Eu não fui informado de que havia esses medicamentos. Na segunda-feira [7], quando estivemos na Secretaria, foi repassado que havia cerca de 500 quilos de medicamentos e insumos vencidos, só isso; e soro no Cerest [estes, dentro do prazo de validade]”, citou Cléber, que diz acreditar que a SMS fez uma grande compra e muitos desses itens não estão sendo prescritos pelos médicos.

Ele defendeu uma ação para afinar compra e demanda, já que, em sua opinião, falta comunicação entre a Pasta e os profissionais. Comedido, Cléber disse não acreditar que a Secretaria tenha querido esconder esses produtos. Já Itamar Ribeiro – ao lembrar da incineração de 2,5 toneladas de remédios em setembro – afirmou que a ação foi propositada, fruto de má gestão, falta de planejamento e logística malfeita. “Vamos acompanhar diuturnamente todas as instâncias da Saúde de quinze em quinze dias, até para ajudar a Secretaria”, afirmou.

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