Um fato inusitado marcou a última sessão do mês, ontem, dedicada a projetos. A ausência do presidente da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara, Tony Carlos (PMDB), e do relator, Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP), adiou a discussão das matérias em pouco mais de hora em se considerando o início da plenária, que a exemplo das demais começou atrasada. Regimentalmente a Casa não pode votar nenhuma proposição sem que eles estejam presentes, já que são os integrantes do colegiado responsável pela análise quanto à constitucionalidade ou não de um texto.
O peemedebista não compareceu à sessão, enquanto o colega progressista chegou à Casa por volta de 16h, e só então foi possível iniciar às votações. Antes, porém, os vereadores aproveitaram a brecha no tempo para uma série de cobranças ao Executivo – ou. como disse o vice-líder governista, Samuel Pereira (PR), “imploro porque já cansei de pedir”, ao se referir à abertura da rua Lambari até a Passa-Quatro e a canalização do córrego Barro Preto. Jorge Ferreira (PMN) aproveitou a deixa do colega para solicitar ao líder do prefeito na Casa, Cléber Cabeludo (PMDB), que agende uma reunião com Anderson Adauto para encontrar uma solução às demandas dos vereadores, que são os porta-vozes da população, como acrescentou o republicano.
João Gilberto Ripposati engrossou o coro e fez críticas ao Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), que, segundo ele, leva 40 dias para ligar um encanamento. Lourival dos Santos (PCdoB) falou sobre as famílias em situação de risco e criticou a Defesa Civil, que não as ampara.
Através de nota distribuída à imprensa, o prefeito disse estar ciente do papel de porta-vozes dos vereadores, mas que a Prefeitura tem limites orçamentários e financeiros, principalmente. Entretanto, AA assegurou que fará tudo que for possível neste último ano de governo. (RG)