O tempo fechou entre o presidente da Câmara, Luiz Humberto Dutra (PDT), e Marcelo Borjão (PMDB), que protagonizaram um bate-boca durante a reunião plenária de ontem
O tempo fechou entre o presidente da Câmara, Luiz Humberto Dutra (PDT), e Marcelo Borjão (PMDB), que protagonizaram um bate-boca durante a reunião plenária de ontem. Tudo porque o peemedebista voltou a cobrar de Dutra, publicamente, a eleição do presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, posto que ocupa interinamente desde a segunda quinzena de março. Aparentemente o pedetista não gostou do “tom” usado pelo colega e disse a ele que “vereador não faz o que quer na Casa”.
Este posicionamento foi o bastante para que Borjão reagisse com um “o senhor não fale assim comigo” e, como resposta, ouviu que estava usando do mesmo tom. Não satisfeito, o peemedebista disse a Dutra que ele esta na Mesa para dirigir a Casa e não porque é melhor do que os outros vereadores. Na sequência do “tiroteio” verbal, o presidente do Legislativo ameaçou cortar o microfone do colega, que reagiu afirmando que falaria tão alto que todo mundo ia ouvi-lo.
A discussão chegou ao ponto de um questionar a formação do outro. O fato é que o clima entre os dois está carregado já há algum tempo, especialmente depois que o peemedebista solicitou ao Ministério Público que apure possíveis irregularidades em propaganda institucional da CMU veiculada em Fernandópolis (SP) em 2009. Tanto que na terça-feira, Dutra havia defendido a permanência de Borjão como presidente da Comissão, alegando que “é uma boa oportunidade, não só para ele indagar, mas para ver de perto o que estamos fazendo, a seriedade do nosso trabalho”.
Coube ao primeiro-secretário da Mesa Diretora, Professor Godoy (PTB), acalmar os ânimos. Ele propôs que todos os vereadores se reúnam administrativamente na próxima semana para definir a presidência da Comissão e sugeriu a Borjão que formalizasse o pedido para deixar o cargo, o que foi feito antes do final de sessão. O petebista, então eleito para o posto, no princípio de fevereiro, renunciou cerca de um mês depois, justificando à época, que o fato de ser o responsável por analisar as contas do Legislativo – e também da Prefeitura – é incompatível com a função.
Já Borjão assegura que não tem a intenção de comandar a Comissão, porque lhe falta o tempo necessário para se dedicar à função, face aos compromissos firmados no exercício do atual mandato.