Enquanto o prefeito era recebido por Dutra, vereador Samuel Pereira cobrou solução para o impasse na liberação das emendas
Enquanto o prefeito Anderson Adauto (PMDB) era recebido pelo presidente Luiz Dutra (PDT) em seu gabinete, anteontem à tarde, do plenário – assim que chegou a notícia de sua estada na Casa – o vereador Samuel Pereira cobrou uma solução para o impasse na liberação das emendas orçamentárias de 2012. Sem meias palavras, o republicano disse querer tirar a carga de cima dos seus ombros, ao se referir às cobranças que tem recebido dos colegas e das entidades ante a demora no repasse dos recursos.
Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara, Samuel tentou anteontem mesmo uma conversa com o prefeito, mas AA tinha outro compromisso e não pôde ficar. Os dois devem sentar-se à mesa dia 15 de maio, como já estava programado. O subsecretário de Governo, Marco Túlio Oliveira Reis, é quem está fazendo as análises jurídicas que irão embasar a posição do Executivo, como revelou o próprio Anderson Adauto.
“Hoje nós estamos com algumas dúvidas do ponto de vista jurídico e para isso estamos compartilhando com os vereadores de forma objetiva”, disse o prefeito, observando que em ano eleitoral é preciso ficar atento a uma série de entendimentos. Como exemplo, ele diz que a emenda indicada para uma determinada entidade pode ser vista com objetivo de angariar um voto, um apoio, o que nos outros anos não tem problema.
Conforme acordado entre o Executivo e o Legislativo, cada vereador pode indicar R$110 mil em emendas individuais, sendo a coletiva no valor de R$200 mil, que tem que ser pagas em grande parte até três meses antes do pleito. “A meu ver não haverá tempo hábil para pagá-las, a não ser aquelas que sejam destinadas ao Município. “As entidades e os vereadores estão me cobrando e eu preciso dar uma satisfação. Não depende do Samuel e nem da Câmara, depende do Executivo, que é quem paga as emendas; então a responsabilidade é da Prefeitura, e nós, vereadores, estamos aqui fazendo o nosso papel”, desabafou.