Grupo terá a missão de dialogar com o atual governo pelos próximos 60 dias para aprofundar os dados sobre as condições financeiras do Estado
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Governador eleito Romeu Zema diz que pretende evitar surpresas que possam atrapalhar o seu projeto a partir de janeiro
Após resultado da eleição, Romeu Zema (Novo) afirma que equipe de transição será formada a partir desta semana para realizar um diagnóstico da real situação do Estado de Minas Gerais. O grupo terá a missão de dialogar com a atual administração pelos próximos 60 dias para aprofundar os dados sobre a condição financeira do Estado.
De acordo com o governador eleito, o objetivo é evitar surpresas que atrapalhem o projeto de governo a partir de janeiro de 2019. “Temos preocupação muito grande que a situação financeira do Estado seja pior do que o mostrado. Não queremos começar o governo e depois ter surpresas desagradáveis. Queremos realmente um levantamento detalhado. Com certeza, o Tribunal de Contas vai contribuir bastante para começarmos cientes de todos os problemas do Estado”, manifesta.
No pronunciamento após a vitória, Zema também ressaltou que poderá tomar “medidas impopulares” para buscar o reequilíbrio financeiro do Estado. “Não tem como viabilizar Estado falido sem, em algum momento, tomar essas medidas equalizar fluxo de caixa, que é grande problema”, acrescentou. Questionado, entretanto, o candidato eleito não especificou quais seriam as possíveis medidas impopulares. Ele posicionou que nada ainda está definido e as ações dependerão do resultado do diagnóstico aprofundado que será feito pela equipe de transição.
Zema apenas citou que o corte de cargos de indicação política será feito a partir do início do mandato em 2019 e também adiantou que prepara um trabalho para renegociar com o governo federal a dívida de Minas Gerais.
Sobre a privatização da Cemig, o governador eleito manifestou que não é uma prioridade porque o valor de mercado das empresas estatais não resolveria no momento o problema financeiro do Estado. “Queremos primeiramente que as empresas tenham uma gestão profissional para que melhorem o desempenho e tenham valor de mercado superior ao atual. Vender nesse momento não seria um bom negócio para o povo mineiro”, pondera.
Além disso, Zema salienta que será necessário dialogar com a nova legislatura na Assembleia para avançar com a proposta, pois seria necessário mudar a legislação estadual. “Hoje a Constituição mineira proíbe a venda das empresas. É algo que a princípio estou impedido e não tenho urgência, mas está nos nossos planos fazer mais adiante”, declara.