Há tendência também de puxar deputados "órfãos" de legendas neutras, que não protagonizaram embate direto com o Novo nas eleições
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Romeu Zema estaria apoiando o deputado Agostinho Patrus para a presidência da Mesa Diretora
Além dos três deputados estaduais do Novo, o governador eleito, Romeu Zema, deverá ter o PV, o PSL e legendas pequenas inicialmente no núcleo da base de apoio na Assembleia Legislativa.
O PV tem cinco cadeiras na Casa e se articula com partidos à esquerda e à direita para viabilizar a candidatura do deputado Agostinho Patrus à presidência da Mesa Diretora. Embora tenha evitado se posicionar explicitamente na eleição interna para a composição da Mesa Diretora para não comprometer a interlocução com os demais partidos, há rumores de que Zema tem mostrado discreto apoio a Patrus.
Já o PSL, com seis deputados eleitos, inclina-se à base do futuro governo por identificação com as pautas do Novo. “Temos vários alinhamentos com o Nov além de estarmos iniciando na política, defendemos o liberalismo econômico. Existe forte vontade de cooperar”, afirma o deputado eleito Coronel Henrique (PSL).
Além de tentar puxar o PSL, haverá esforço na articulação política do novo governo para atrair à base de sustentação uma dezena de siglas que têm entre duas e quatro cadeiras na Casa, entre elas PSD, PRB, PHS, PTB, PSC, SD, Pode, PDT, Avante e Patri.
Há tendência, também, de puxar deputados “órfãos” – únicos dos respectivos partidos – reunidos em bloquinhos, de legendas neutras, que não protagonizaram embate direto com o Novo nas eleições, como foi o caso do PSDB.
Já com o PT e partidos de esquerda, como o Psol e o PCdoB, que possivelmente irão atuar em bloco, o Novo, por sua própria plataforma, tende a apresentar maior dificuldade de articulação.
Governador pode ter ampla maioria a partir das articulações para atrair PSL
Pela primeira vez na história de Minas, um governador foi eleito sem coligação e por meio de um recém-criado partido político, com apenas três deputados estaduais.
A expectativa é de que o governo Zema, que começa com base pequena, logo tenha ampla maioria a partir da articulação para atrair o PSL e outros partidos para sua base.
Em 2010, Antonio Anastasia (PSDB) se reelegeu com coligação de 12 partidos reagrupados em sete composições de chapa para a eleição à Assembleia. Estas conquistaram 41 cadeiras, uma a mais do que as coligações proporcionais de apoio ao seu antecessor, Aécio Neves (PSDB).
Em 2006, Aécio se reelegeu com aliança de dez partidos, organizados em quatro chapas proporcionais para o Legislativo, nas quais foram eleitos 40 deputados. (GB)