Secretaria de Planejamento e Gestão divulgou nota ontem sobre o decreto de exonerações editado pelo governador Romeu Zema
Secretaria de Planejamento e Gestão divulgou nota ontem sobre o decreto de exonerações editado pelo governador Romeu Zema (Novo). O texto afirma que o decreto foi para “reparar” o despacho feito pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT), publicado no dia da transmissão de cargo. O Executivo também informa que o quadro de pessoal está sendo analisado pela atual administração.
A nota posiciona que “o decreto que estabeleceu exonerações do pessoal que não é concursado resguardou todos serviços essenciais para reparar decreto da administração anterior que previa o desligamento de comissionados em todas as áreas”. Foram excluídos do decreto atual setores das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e Ezequiel Dias (Funed) e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas), entre outros órgãos públicos.
No comunicado, o governo mineiro informa ainda que está em andamento o levantamento de pessoal a partir de dados enviados por todos os setores de Recursos Humanos (RHs) do Estado. “A coleta de informações está transcorrendo, neste momento, para a verificação consistente do quadro de funcionários de recrutamento amplo para que haja enxugamento da máquina pública mineira, seguindo a plataforma de governo eleita em Minas”, continua a nota.
Uma edição extra do Diário Oficial Minas Gerais havia sido publicada também no dia 1º de janeiro, com um decreto assinado pelo então governador Fernando Pimentel e determinando a exoneração de todos os comissionados do governo.
No dia da posse, o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy, criticou o decreto de exonerações de Pimentel e afirmou que a medida não havia sido combinada com o governo Zema. Ele admitiu que funcionários poderiam ser reconduzidos aos cargos, após análise da nova gestão. “Vamos avaliar, mas somente as pessoas que efetivamente têm algo a contribuir com o Estado permanecerão”, disse.
De acordo com Otto Levy, apesar de o antigo governo ter alegado estar atendendo a uma demanda de Zema, as exonerações não foram combinadas. “Fomos apenas comunicados. A gente não queria que isso acontecesse, tínhamos um plano efetivamente de fazer a redução, mas de uma maneira mais planejada e não da maneira que foi feita”, afirmou.