Romeu Zema registrou ontem em cartório documento em que se compromete a abrir mão do salário
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Romeu Zema assumiu compromisso em cartório de abrir mão de seu salário de governador, caso seja eleito
O candidato a governador Romeu Zema (Novo) registrou ontem em cartório documento em que se compromete a abrir mão do salário, caso eleito, até que o pagamento do funcionalismo estadual seja regularizado. O vice na chapa, Paulo Brant (Novo), também assina o ofício com o compromisso.
Ao assinar o documento em cartório, o candidato afirmou que a medida também valerá para todos os secretários em seu eventual governo, enquanto o parcelamento dos salários não for extinto. “Eu, meu vice e o secretariado não iremos receber nossa remuneração enquanto houver um servidor público ou aposentado recebendo salário atrasado. É uma promessa de campanha e queria registrá-la”, disse.
Zema já havia declarado em entrevista à imprensa a intenção de não receber salário até o pagamento do funcionalismo mineiro estar normalizado. O escalonamento dos salários começou em fevereiro de 2016. Havia expectativa de que o governo mineiro voltaria a pagar em cota única a partir de abril deste ano, mas não se consolidou.
Além disso, nos últimos meses, o governo de Minas acabou atrasando o pagamento das parcelas dos salários sob a justificativa de problemas com fluxo de caixa devido à queda da arrecadação própria e dos repasses federais. Até o momento ainda não foi divulgado o cronograma para a liberação do pagamento este mês.