Romeu Zema (Novo) esteve na capital paulista em evento do BTG Pactual e afirmou que o estado vai entrar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do governo federal para renegociar seu débito. “Não há alternativas para Minas a não ser repactuar a dívida de R$ 90 bilhões que tem com a União”, declarou ele no evento, que reuniu cerca de 700 investidores. Zema disse, ainda, que teve encontro nesta quinta-feira com o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que também participou do evento do BTG, para discutir o tema.
“Vamos tentar agilizar ao máximo este pacote para que isso ocorra até o primeiro semestre de 2019. Vai ter impacto no segundo semestre e nos anos seguintes”, declarou. O RRF foi criado pelo governo federal para oferecer ajuda aos estados com grave desequilíbrio financeiro, possibilitando instrumentos para o ajuste das contas.
O uberabense Gustavo Barbosa, anunciado como secretário da Fazenda em Minas, será o condutor do processo. A estimativa é que o déficit de Minas Gerais fique em R$ 12 bilhões em 2019.
Zema ainda informou que Minas deve aos 853 municípios do estado R$ 10 bilhões em repasses, que deveriam ter sido feitos nos últimos meses, mas ficaram retidos. Além disso, o parcelamento do salário do funcionalismo também foi citado pelo governador eleito.
Para adesão ao RRF, Zema disse que o governo federal exige algumas contrapartidas, principalmente medidas de austeridade fiscal. Uma das medidas que o governo pretende adotar é a venda de empresas estatais e também congelar contratações de funcionários públicos e reajustes. Uma das empresas que pode ser privatizada é a Cemig.
O primeiro governador eleito do partido Novo disse que sua gestão em Minas vai ser baseada em três pontos: corte de despesas, aumento de receita sem aumentar impostos e a renegociação da dívida por meio da adesão ao regime federal. “Minas Gerais tem perdido participação na economia do Brasil, sistematicamente, nos últimos 20 anos”.
*Com informações do Estadão Conteúdo