POLÍTICA

Zema terá gabinete em palácio fechado pelo atual governador

Pimentel desativou o Tiradentes, na Cidade Administrativa, sob argumento de economia, mas equipe de transição vistoriou o local

Gisele Barcelos
Publicado em 17/11/2018 às 14:07Atualizado em 17/12/2022 às 15:32
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Divulgação/Lila Alves

Mateus Simões, coordenador da equipe de transição, esteve na Cidade Administrativa e concluiu pela viabilidade de ocupação do local

Equipe de transição de Romeu Zema organiza o retorno do gabinete do governador para o Palácio Tiradentes, um dos prédios do complexo da Cidade Administrativa, que está desocupado desde abril sob a justificativa de economia. Contestando a redução de despesas, os integrantes do grupo fizeram uma vistoria no local para verificar a possibilidade de reinstalar a sede de governo no prédio a partir de janeiro. 

O atual governo afirma que o fechamento do Palácio Tiradentes em abril resultou em corte de R$5 milhões nas despesas. No entanto, depois de vistoria no local, o coordenador da equipe de transição, Mateus Simões (Novo), afirma que a medida resultou em mais gastos para os cofres públicos. Ele argumenta que manutenção continua sendo feita, com redução apenas na conta de luz.

Além disso, o líder do grupo de transição destaca que o fechamento do prédio representa um sério problema logístico, pois o gabinete do governador fica a 30 quilômetros de distância dos secretários e exige um deslocamento contínuo de helicóptero para cerimônias na Cidade Administrativa, o que também representa custos.

O Palácio Tiradentes foi desativado no governo Fernando Pimentel (PT) com a alegação que a medida iria reduzir em pelo menos 40% os gastos com insumos diversos, manutenção rotineira e consumo de água e energia elétrica.

Simões informou que a equipe de transição vai requerer da atual administração que prepare o Palácio Tiradentes para que o empresário já inicie os despachos no local em 2 de janeiro – dia seguinte à posse no governo de Minas Gerais. Durante a visita, o grupo encontrou poucos problemas, como infiltrações e vazamentos no último andar, e sujeira.

Segundo o coordenador da transição, os móveis foram mantidos no prédio e a parte elétrica está funcionando normalmente. No entanto, seria necessário reinstalar a parte de informática e uma verificação no restante da estrutura. “Parece que com pouco esforço é possível que em janeiro o governador já esteja despachando daqui, para que a gente possa desativar definitivamente o Palácio da Liberdade, junto com o das Mangabeiras”, afirmou Mateus Simões. 

Com o gabinete de Zema na Cidade Administrativa, a intenção é que o Palácio da Liberdade – usado atualmente por Pimentel como sede de governo – seja transformado em museu aberto para visitação pública.

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