Os vasos de plantas e bebedouros de animais foram os principais criadouros verificados em 4 bairros da cidade (Foto/Divulgação)
Vasos de plantas e bebedouros de animais continuam sendo os principais criadouros do Aedes aegypti em Uberaba. Conforme o último índice de infestação, esses recipientes corresponderam a 44% dos criadouros do mosquito encontrados na cidade. As calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso representaram 33%, ocupando o segundo lugar entre os focos identificados pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses.
A situação também se observa na maioria dos bairros considerados em situação de risco devido à alta proliferação do mosquito. Os vasos de plantas e bebedouros de animais foram os principais criadouros verificados no Jardim Marajó I, Residencial Estados Unidos, Vila Militar e Residencial Damha I.
Já no Jardim Alexandre Campos, Residencial Oneida Mendes II, Morada Du Park e Jardim Anatê, o principal foco do Aedes aegypti foram depósitos fixos, como calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso.
Somente o Ayat Club Residencial e o Jardim Palmeiras apresentaram resultados diferentes. Conforme o levantamento, lixo e outros resíduos sólidos e depósitos ao nível do solo para armazenamento doméstico (tonel, tambor, barril, tina, depósitos de barros) foram os problemas nessas duas áreas.
De acordo com o chefe da seção de Controle de Endemias, Diogo Barros, o resultado mostra que os focos continuam concentrados dentro das casas e são depósitos que poderiam ser eliminados pelo próprio morador para evitar o acúmulo de água parada.
Com isso, Barros ressaltou a necessidade de engajamento da população para combater a proliferação do mosquito. Ele posiciona que os agentes seguem fazendo as visitas de rotina a cada dois meses, porém, o cuidado diário é responsabilidade do morador. “Falta a parte do morador de fazer a manutenção e verificar o imóvel uma vez por semana. Não tem como o agente passar de casa em casa toda semana, porque temos mais de 180 mil imóveis na cidade”, destacou.