SAÚDE

700 mil pessoas teriam que morrer para imunidade de rebanho ser atingida no país; calcula especialista

Publicado em 19/07/2020 às 12:04Atualizado em 18/12/2022 às 07:58
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O diretor da Organização Pan-americana de Saúde, braço latino-americano da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marcos Espinal, informou que não há evidências científicas para comprovar a imunidade de rebanho no Brasil. O órgão acredita que somente 14% da população da capital amazonense têm anticorpos. Em São Paulo, o número é de 3%. Ou seja, bem longe dos 70% ou até mesmo dos 43% estimados anteriormente para se ter imunidade de grupo.

“Se você pegar os 70% que precisam de pegar a imunidade, nós vamos ter que ter 147 milhões, pois são 210 milhões de brasileiros. Como a taxa de letalidade é de 1%, nós teríamos como consequência 1,4 milhão de mortes. É basicamente a Região Metropolitana de Campinas. É um absurdo. Caso fossem os 35%, que também tem sido dito, nós saímos do 1 milhão e vamos acabar com Ribeirão Pret 700 mil pessoas”, calcula.

Mas afinal, o que é a imunidade de rebanho?

O conceito de imunidade de rebanho foi criado por imunologistas para calcular quantos indivíduos precisam estar imunes a um agente infeccioso para não ameaçar indivíduos vulneráveis.

A infectologista e especialista em saúde pública pela Universidade Johns Hopkins, Luana Araújo explica que para que: “A maioria seja imune a uma determinada doença infecciosa. Assim, ela acaba por proteger indiretamente a minoria que nunca foi exposta à doença”

Depois que a expressão ficou mais difundida, muitas pessoas foram para as redes sociais atribuir a mudança de cenário em Manaus (queda de casos) e São Paulo (queda nos casos) a uma possível imunidade coletiva.

Como funciona

Os primeiros estudos mostraram que, para chegar à imunidade coletiva, a proporção de pessoas infectadas pelo novo coronavírus tinha de ser de ao menos 60%. Nessa taxa, considera-se que toda a população é exposta da mesma forma ao vírus. Todos são suscetíveis igualitariamente. Se comportam de maneira igual.

Estudo publicado na revista Science tentou corrigir essas distorções de "acesso" ao novo coronavírus no cálculo da taxa. Pesquisadores dividiram a população em três grupos etários: idosos, meia idade e jovens. E, dentro disso, criaram outra divisã quem tem mais contato social, quem tem menos contato e quem não tem nenhum contato. Com um modelo matemático criado para se aproximar mais a essa realidade, os pesquisadores mostraram que podemos ter uma imunidade de rebanho com a marca de 43% de infectados.

*Com informações Estado de Minas

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