Imunoterapia, conhecida como “vacina para alergia”, ajuda a reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes
Alergias são condições crônicas que não têm cura definitiva, mas podem ser controladas com tratamento adequado e acompanhamento médico. Embora muitas pessoas associem alergias a episódios pontuais, a médica alergista e imunologista Natália Dias alerta que existe uma predisposição do organismo que pode se manifestar ao longo da vida, inclusive na fase adulta. Entre as opções de tratamento, a imunoterapia, conhecida popularmente como “vacina para alergia”, tem se destacado por reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Em entrevista à Rádio JM, a especialista alega que a alergia está relacionada a uma resposta do sistema imunológico que tende a persistir. “Quando a gente fala de alergia, é sempre crônico. A gente consegue fazer tratamento que melhora muito a qualidade de vida da pessoa, às vezes até zerar os sintomas, mas ela continua com aquela predisposição a ter novas reações ao longo da vida”, explica. Segundo ela, isso significa que o controle é possível, mas exige acompanhamento contínuo.
A médica também explica que as alergias podem surgir mesmo em pessoas que nunca apresentaram sintomas anteriormente. Fatores como predisposição genética e condições específicas do organismo podem desencadear reações inesperadas. “A pessoa pode começar a ter alergia do nada. Ela pode ter contato com algo a vida inteira e, em determinado momento, o organismo passar a reagir. Existe um período de sensibilização, e isso pode acontecer em qualquer idade”, afirma.
Entre as alternativas de tratamento, a imunoterapia é uma das mais eficazes em casos selecionados. O método consiste na exposição gradual do organismo à substância que causa a alergia, com o objetivo de desenvolver tolerância. Esse processo, segundo Natália, pode ser feito por meio de gotas ou injeções e costuma ser indicado principalmente para alergias respiratórias e alguns casos específicos de alergia alimentar.
Apesar dos resultados positivos, o tratamento exige disciplina e não oferece cura definitiva. “A imunoterapia é um tratamento longo, que pode durar de três a cinco anos, dependendo do caso. A gente não fala em cura, mas em tolerância. O paciente melhora muito, mas precisa manter o acompanhamento e, em alguns casos, até continuar tendo contato controlado com a substância”, destaca Natália Dias.
Diante disso, o acompanhamento médico é fundamental para diagnóstico adequado e definição da melhor estratégia de tratamento. Além disso, a orientação profissional ajuda a evitar exposições desnecessárias e a identificar situações de risco, garantindo mais segurança e qualidade de vida para pessoas com alergia.