SAÚDE

Cientistas da UFMG trabalham em teste híbrido de Covid-19 que irá funcionar com auxílio de celular

Publicado em 14/08/2020 às 14:22Atualizado em 18/12/2022 às 08:46
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Criar um novo tipo de teste para identificar a presença do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, através de um celular é o intuito de uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

A proposta, segundo pesquisadores responsáveis é produzir um híbrido entre o PCR e o teste rápido, com o intuito de juntar duas qualidades importantes das ferramentas que já estão no mercado. A previsão é de que o mecanismo de alta precisão chegue com custo baixo.

Maria de Fátima Leite, professora do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e uma das coordenadoras do projeto, explica que: "Será um teste rápido, com previsão de resultado em até 20 minutos, mas com a precisão do teste padrão ouro, que é o PCR", comparou.

O teste utilizará uma lâmina parecida com as que são usadas para os testes rápidos comuns, onde será depositada uma amostra da saliva do paciente. Ali, uma molécula sintética desenvolvida pela equipe de bioengenharia consegue capturar o vírus, caso ele esteja presente, e criar uma reação. Em seguida, uma solução reveladora é adicionada ao material. É nessa etapa que entra o celular. "Ao apontar a câmera, a luz de led que sai do celular reage com a solução reveladora e mostra, além da presença do vírus, a quantidade de vírus no corpo do paciente", explica a, professora do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, Maria de Fátima Leite.

A identificação é feita a partir de um aplicativo para smartphone, que estará conectado com o banco de dados do SUS, permitindo a comunicação imediata em caso de positividade e o monitoramento em tempo real da situação epidemiológica no país. 

A previsão da pesquisadora, que coordena o estudo ao lado de 15 professores das escolas de Engenharia, Veterinária e do ICB, é que o teste esteja disponível no ano que vem e custe cerca de US$ 10. O projeto de pesquisa tem previsão de durar três anos e expandir a abrangência do teste para identificar outros vírus endêmicos no país, como o da febre amarela.

"É importante que, mesmo com o surgimento da vacina, tenhamos um teste rápido e portátil, pensando em pessoas que moram em locais de difícil acesso, porque aí é possível mapear casos isolados, propor estratégias mais assertivas, é um controle epidemiológico para além da pandemia", defende.

*Com informações O Tempo

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