Em quatro meses, a covid-19 matou mais mineiras que o câncer de mama, desde o início do ano. Até 31 de julho, 903 mulheres não resistiram a esse tipo de tumor em Minas Gerais, o campeão de mortes no país. Em menos tempo, o coronavírus fez 1.169 vítimas do sexo feminino no Estado. O primeiro óbito registrado foi em 29 de março.
Em meio aos números, repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), médicos reforçam para cuidar da saúde e blindar o organismo contra ambas as doenças, mantendo a proteção contra o vírus e a prevenção ao câncer.
O alerta é ainda maior porque a pandemia do novo coronavírus reflete diretamente no combate ao câncer de mama. Na capital do Estado, a Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Minas Gerais (SBMMG) afirma que a realização de exames como mamografia caiu 80% em março e abril.
Parte da redução dos exames é atribuída a uma nota técnica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), de 30 de março, recomendando adiar o rastreamento de câncer e as consultas eletivas, para evitar contaminação pelo novo vírus.
Por outro lado, a presidente da SBMMG, Annamaria Massahud, diz que o medo de contágio impediu muitos pacientes de procurem o médico e, possivelmente, fazer um diagnóstico precoce. Ela reforça que atendimentos a mulheres que descobriram nódulos durante o autoexame não foram suspensos. “Em junho e julho houve a retomada do rastreamento, mas não está como antes. Ficamos praticamente a metade do ano sem fazer exame que detecta lesões que não são palpáveis.”
Segundo os especialistas, a sobrevida nos casos descobertos precocemente chega a 98%. Mulheres que notam algum nódulo no seio ou estão com mamilo diferente, por exemplo, devem procurar ajuda o quanto antes.
*Com informações de Hoje em Dia.