Atividade auxilia a reeducação postural, a resistência física, o fortalecimento muscular, o desempenho respiratório e circulatório, e ainda melhora funcionamento dos intestinos
A modernidade trouxe conforto e praticidade para a vida diária, mas com ela também surgiram problemas, como estresse, e até mesmo o sobrepeso ou obesidade, devido à alimentação industrializada e ao sedentarismo. Quem não gosta de academia, pode apostar na dança do ventre, modalidade que oferece tanto benefícios físicos quanto terapêuticos.
A professora Érica Esteves destaca que por ser uma atividade física aeróbica, a dança do ventre estimula a queima de 350 calorias por aula e ainda favorece a redução de medidas e ganho de flexibilidade. “A dança do ventre exige postura elegante e alongada ajudando as praticantes na reeducação postural, os movimentos contidos e contraídos favorecem o fortalecimento muscular e a repetição estimula a resistência física. O bom resultado na dança depende também da respiração, com a prática a aluna adquire melhor consciência respiratória. Os movimentos ondulatórios ainda trabalham os músculos abdominais e o diafragma ajudando o sistema respiratório”, frisa.
Érica afirma que ao executar os movimentos característicos da dança do ventre a praticante trabalha articulações, abdômen, pernas, braços, costas e glúteos, o que aumenta o fluxo sanguíneo e favorece o funcionamento do sistema intestinal. “A dança ativa a circulação sanguínea a percorrer todo o organismo devido aos movimentos de força estática. Assim, o sangue também chega com facilidade ao cérebro, onde se localizam os neurotransmissores responsáveis por humor e equilíbrio”, frisa.
A especialista esclarece ainda que a dança passou a ser muito procurada por mulheres de diversas idades, porque resgata a feminilidade e o amor da mulher pelo próprio corpo ajudando-a a aceitar sua sensualidade através do contato com sua natureza feminina. “Os movimentos exigem o despertar criativo, intuitivo e prazeroso, possibilitando libertar as mulheres das próprias amarras do corpo e da consciência. Assim, proporciona aceitação e autoestima à medida que a mulher reconhece sua própria beleza”, reflete.
Para crianças e adolescentes, a professora Érica Esteves ressalta que a dança tem propósito de prepará-las para o amadurecimento, sem despertar a sensualidade fora de seu tempo natural. “Para isso, a dança dá maior enfoque na assimilação de ritmo, leveza e liberdade de expressão. Com o tempo, as crianças compreendem a ordem do universo respeitando seus próprios ciclos de desenvolvimento. Os movimentos da dança são muito importantes nessa fase para que elas possam ter maior consciência corporal”, completa.