A dermatologia íntima tem ganhado cada vez mais a atenção, principalmente das mulheres. Procedimentos como rejuvenescimento íntimo e clareamento estão sendo buscados em todo o país. Mas a prevenção continua sendo o melhor negócio, segundo o médico dermatologista Rodrigo Ferrarese.
“Fatores como envelhecimento, gravidez, obesidade, alimentação e até mesmo o atrito de roupas íntimas ou muito justas levam ao escurecimento das partes íntimas. Cuidado também com a depilação, que pode provocar pelos encravados, que inflamam e escurecem o local. E isso é reclamação comum no consultório e em nada tem a ver com falta de higiene ou questões relacionadas à vida sexual”, explica Ferrarese.
Segundo o especialista, a região vulvar é uma área com tendência à hiperpigmentação por se tratar de um local com um alto número de receptores hormonais. Esses receptores estimulam a produção da melanina (pigmento que dá coloração para a pele). Além disso, existem fatores externos que contribuem para o escurecimento das partes íntimas.
“Essa mudança no padrão de pigmentação pode diminuir a qualidade de vida da paciente, que passa a ficar constrangida ao usar roupas de praia e até ficar apenas com roupa íntima. O mais importante é que há maneiras de clarear a região”, confirma o dermatologista.
Ele orienta que antes de qualquer procedimento é preciso avaliar detalhadamente o fototipo da pele e o tipo de mancha para indicar qual o melhor tratamento. “Em geral, peelings são suficientes para resolver esse escurecimento. Esse procedimento promove a renovação da pele, a redução do processo inflamatório nos folículos pilosos e a redução da hiperpigmentação”, esclarece. “O melhor é que podemos usar esses peelings em outras regiões além da vulvar, como nas axilas, nos mamilos e até mesmo na região anal. Com uma sessão já é possível ver resultados, mas o ideal é realizar aproximadamente de quatro a cinco sessões para o resultado esperado”, finaliza.