SAÚDE

Dia de Combate ao Tabagismo alerta sobre os males do fumo

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que todos os derivados do tabaco, inalados, aspirados e mastigados, são nocivos à saúde

Thassiana Macedo
Publicado em 29/08/2013 às 00:18Atualizado em 19/12/2022 às 11:22
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Nesta quinta-feira, 29, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que todos os derivados do tabaco, inalados, aspirados e mastigados, são nocivos à saúde. Prova disso é que o consumo está relacionado a 90% dos casos diagnosticados de câncer de pulmão do país. Além disso, é fator de risco para 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer, como de boca, laringe, faringe, esôfago, entre outros. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que as mortes por uso do tabaco chegam a 4,9 milhões por ano no mundo, ou seja, mais de 10 mil por dia.

Durante o consumo do cigarro são introduzidas no organismo mais de 4.720 substâncias tóxicas, incluindo nicotina, monóxido de carbono e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 48 substâncias pré-cancerígenas, como agrotóxicos e substâncias radioativas. A pneumologista Maria Helena Castro e Silva explica que os derivados do alcatrão são os compostos nocivos à saúde e são as substâncias causadoras de doenças. “No pulmão, provoca o enfisema, uma doença que limita a qualidade de vida e gera incapacidade física, e o câncer, o tipo que mais mata no mundo, como o tumor na laringe, na bexiga e no estômago”, alerta.

A médica lembra, ainda, que o cigarro está ligado ao desenvolvimento de enfisema pulmonar, câncer de pulmão e doenças cardiovasculares, sendo fator de risco para infarto e AVC. “Um cigarro de palha corresponde a quatro cigarros de papel. Já a nicotina é a grande responsável pelo vício. E a dependência não é só química, ela passa a ser física e psicológica, englobando tudo, pois provoca abstinência durante a falta e cada vez mais vontade de fumar”, esclarece.

A especialista explica que algumas pessoas nascem com pré-disposição ao vício devido à presença de um gene que favorece a dependência. “A pessoa que tem esse gene nunca deveria começar a fumar, porque terá mais dificuldade para largar. Além disso, as pessoas também costumam condicionar o cigarro a alguns hábitos cotidianos, como o de tomar cafezinho, por exemplo. O ideal é evitar essas associações”, informa.

O fumo passivo é outro grave problema, principalmente com relação aos filhos de adultos que fumam. Para Maria Helena, leis antitabagistas protegem pessoas em ambientes públicos, mas ainda há a necessidade de conscientizar fumantes de que é preciso restringir o vício a si mesmo. “Quem mais sofre com o tabagismo passivo são as crianças. O número de infecções respiratórias e alergias, como asma em filhos de pais fumantes, é muito maior do que em ambientes livres de cigarros. No caso de gestantes que fumam, a chance de a criança ter problemas de desenvolvimento e nascer com deformidades é bem maior, para isso basta um cigarro”, alerta a pneumologista.

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