SAÚDE

Idosos apresentam 3 vezes mais risco de desnutrição

Estudo realizado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual mostra que idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição que adultos

Thassiana Macedo
Publicado em 22/08/2013 às 10:40Atualizado em 19/12/2022 às 11:28
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Idoso é mais suscetível a alterações em decorrência das mudanças causadas pelo envelhecimento

Entre janeiro e agosto de 2011, foram coletados, por meio de fichas de triagem nutricional, dados de 950 pacientes, entre homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, internados no Serviço de Cardiologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), administrado pelo Iamspe. O hospital coletou dados sobre peso e altura para aferir o Índice de Massa Corpórea (IMC), que foi classificado conforme os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS) para adultos até 59 anos e para idosos.

Os resultados apontaram que, na média, 46,3% dos casos analisados apresentaram risco de desnutrição, com base no IMC aferido, mas esse índice entre os pacientes idosos foi de 53%, enquanto entre os adultos analisados foi de 23%. Além disso, diversos fatores estão associados à desnutrição, tais como baixa ingestão alimentar, complicações relacionadas a doenças cardiovasculares, idade avançada e perda de peso involuntária.

A gerontóloga Elizabeth Carvalho dos Santos explica que o organismo envelhece reagindo ao estresse cotidiano, físico e emocional, adaptando-se às situações de ganhos e perdas que é o que definem se o envelhecimento será bem sucedido ou apresentará desequilíbrios, desenvolvendo doenças. “Há uma tendência intuitiva em não abusar de suas forças. Por exemplo, as alterações do aparelho digestivo a começar pela saliva que diminui facilitando a retenção das próteses. Com a diminuição do suco gástrico e a velocidade de digestão, o idoso fica com a sensação de estômago cheio e evita comer demais sobrecarregando o sistema digestivo”, esclarece.

Para a especialista, é fundamental que familiares e cuidadores compreendam as modificações naturais a fim de direcionar o idoso a uma vida melhor. Fala-se da importância da atividade física e seus benefícios para atos simples como andar, subir escada e carregar peso. A médica destaca que alimentação rica em frutas e verduras acompanhada pela atividade física regular controla alterações causadas por hipertensão, diabetes e colesterol, alivia estresse e depressão e melhora o sono.

Elizabeth Carvalho ressalta que manter a vida social reativa as relações pessoais, mas também trabalha mente e cérebro, prevenindo as demências. “Para manter o cérebro saudável é importante exercitá-lo também. Basta oferecer novas tarefas a idosos ou permitir que eles mesmos elaborem novos projetos de vida para se manterem ativos por mais tempo. Não existe limite de tempo para aprender algo novo”, completa a gerontóloga.

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