SAÚDE

Insônia: quando você desliga o celular, também se desliga?

Influência das telas na qualidade do sono é incontestável, afirmam especialistas, e, por isso, a higiene noturna é imprescindível

Larissa Prata
lpciabotti@gmail.com
Publicado em 22/08/2020 às 11:43Atualizado em 18/12/2022 às 08:57
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Psiquiatra Fauze Sadalah Fakhouri alerta sobre a necessidade da chamada higiene noturna para se ter uma boa noite de sono (Foto/Arquivo JM)

Como está sua relação com o travesseiro? Muita gente que antes dormia feito um bebê tem tido episódios de insônia devido ao isolamento social prolongado. Mas nem sempre são fatores emocionais que levam a essa falta repentina de sono.

Um dos principais fatores para a má qualidade do sono é justamente o brilho das telas, tanto do smartphone quanto da televisão, computador, tablet e afins. Segundo o médico psiquiatra Fauze Sadalah Fakhouri, a chamada higiene noturna é fundamental à qualidade do sono. Além de ter uma rotina diária e se exercitar regularmente, é preciso se conscientizar sobre o quanto a luz emitida pelas telas afeta o sono.

O psiquiatra orienta a não usar o celular na cama. O ideal é a gente se disciplinar para mexer no celular na sala ou em outro cômodo e, na hora de dormir, desligar o celular e se preparar para o sono, com o quarto escuro, ambiente climatizado, sem barulho e claridade, para dormir melhor. A atenção especial ao sono é também sobressaltada pelo médico Dirceu Valladares, psiquiatra e especialista em medicina do sono.

“Até pouco tempo atrás não imaginávamos que a nossa capacidade de dormir bem era tão importante para os nossos reflexos, os nossos relacionamentos, o nosso bom humor e bem-estar. Mais ainda, que era tão indispensável para a nossa capacidade de raciocínio e interação interpessoal, a nossa imunidade e a preservação da nossa saúde”, avalia.

Quanto a isso, importa destacar que a quantidade de horas dormidas varia quanto à idade, ou seja, um recém-nascido deve dormir de 16 a 18 horas por dia e um adulto precisa de 7 a 9 horas de sono. “Várias condições médicas podem alterar o bom sono, como os transtornos mentais, neurológicos e da tireoide, só para citar alguns. Rinites e várias condições respiratórias que ocorrem durante o sono, como ronco, engasgo enquanto se dorme (apneia) ou mesmo limitações respiratórias outras, sem ronco, podem fragmentar o sono e causar sonolência excessiva durante do dia, prejudicando a vida em todos os sentidos. Na realidade existem mais de uma centena de transtornos do sono, de acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono”, finaliza Dirceu Valladares.

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