SAÚDE

Mais de 25% dos alunos do Proeti estão acima do peso, diz pesquisa

Um total de 12,6% dos alunos avaliados sofrem de sobrepeso e 12,7% de obesidade, sendo que cerca de 13,5% são do sexo feminino e uma média de 12%, do masculino

Thassiana Macedo
Publicado em 23/08/2013 às 10:31Atualizado em 19/12/2022 às 11:27
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O aumento do peso está ligado principalmente à alimentação inadequada, inatividade física e fatores genéticos

Pesquisa realizada, desde abril deste ano, com 1.727 crianças e adolescentes com idade entre 7 e 17 anos, alunos do Programa de Educação de Tempo Integral (Proeti) em Uberaba, mostra que 12,6% estão com sobrepeso e 12,7% com obesidade. Foram aferidas as medidas antropométricas relacionadas à massa corporal e estatura, nos 12 núcleos que os alunos frequentam, e os resultados são motivo de alerta e preocupação para os pais, dirigentes escolares e profissionais de saúde.

De acordo com o professor de Educação Física, e coordenador da pesquisa, João Gurgel de Sousa Júnior, de todos os estudantes acompanhados 827 são do sexo feminino e 900 do masculino. “É importante relatar que hoje a obesidade infantil tornou-se epidemia, não só em nível nacional, como mundial, e é crescente essa realidade em todas as regiões do Brasil. E o que  constatamos é semelhante ao que vem acontecendo no país, ou seja, a prevalência de sobrepeso e obesidade significativa. Tivemos o cuidado de dividir essa prevalência total, por sexo e por faixa etária, e encontramos resultados bem próximos entre as categorias e grupos estudados”, avalia.

A prevalência encontrada foi de 12,6% com sobrepeso e 12,7% com obesidade, quando separadas por sexo foi encontrada no sexo feminino 13,5% e 13,4% e no masculino 11,8% e 12,1% respectivamente. Separados por faixa etária, crianças de 7 a 9 anos, 13,7% sofrem de sobrepeso e 14,3% de obesidade; de 10 a 12 anos, 13,3% e 11,0%, de 13 a 15 anos, 12,8% e 11,7% respectivamente; de 16 e 17 anos, 6,6% com sobrepeso. “Vale ressaltar que, apesar de não ter sido um grupo estudado, entre os adultos encontra-se grande quantidade de pessoas com obesidade, e as consequências são importantes”, alerta.

O professor João Gurgel destaca que esse problema é motivado por dois aspectos principais no estilo de vida de crianças e adolescentes. “Hoje, as crianças não movimentam-se mais, ficam muito mais tempo na frente da televisão, do computador ou do videogame. Com isso, fazem muito menos atividade física. Outro agravante é a questão da alimentação muito gordurosa e industrializada. Muitas vezes, as crianças preferem esse tipo de alimento em detrimento de uma alimentação mais saudável, composta principalmente por frutas, verduras e hortaliças. São esses fatores que mais comprometem a saúde das crianças, mas é preciso lembrar ainda da influência genética”, completa o pesquisador.

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