Ginecologista Paula Lenza explica que é possível até mesmo gestar um bebê após a mulher entrar no período da menopausa
Paula Lenza indica a reposição hormonal como a melhor forma de tratar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da mulher Vamos desfazer o tabu da menopausa? Muitas vezes ligada ao fim da vida sexual e à velhice, a fase é necessária à mulher e o ponto final é só para o período reprodutivo. A ginecologista Paula Lenza explica que a menopausa é a interrupção natural da menstruação da mulher, quando os hormônios femininos (estrogênio e progesterona) já não são mais produzidos pelos ovários. Ela costuma chegar entre os 45 e 55 anos de idade. Paula Lenza elenca os principais sintomas da menopausa: irregularidade menstrual; ondas de calor (fogachos); insônia, depressão, tontura; falta de memória; irritabilidade; ressecamento vaginal; diminuição da libido; ganho de peso; pele seca; cabelos mais finos, e perda de massa óssea. Mas a menopausa não precisa ser um sofrimento para a mulher. A ginecologista afirma que o tratamento dos sintomas leva à melhora da qualidade de vida da mulher. E, nesse quesito, tempo é fundamental, uma vez que quanto antes o tratamento começa, menor o risco de doenças cardiovasculares. A reposição hormonal é uma grande aliada nesse momento. Segundo Paula Lenza, as principais indicações sã melhoras dos sintomas vasomotores (fogachos) e dos sintomas urogenitais (bexiga hiperativa, incontinência urinária e atrofia vaginal). Apesar de ser mais comum entre 45 e 55 anos, algumas mulheres têm a chamada falência ovariana prematura, que é quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos. “A menopausa precoce diminui muito as chances de uma gravidez natural, porém, a partir de procedimentos de implantação de óvulos por meio de ovodoação e fertilização in vitro, as chances de engravidar aumentam consideravelmente. Embora durante a menopausa a mulher já não produza óvulos de forma natural, seu útero não envelhece. Por esta razão é possível gestar um bebê saudável caso um embrião seja introduzido em seu útero. Existem duas opções de tratamento possíveis: utilizar óvulos próprios congelados antes da menopausa ou contar com óvulos doados”, pontua Paula, frisando a necessidade de preparação do útero com hormônios necessários ao engrossamento do endométrio, que é o tecido que reveste a parede interna do útero onde o embrião irá se fixar.