SAÚDE

Prevenção do suicídio: Especialista fala sobre a importância de se atentar aos pequenos sinais

Raiane Duarte
Publicado em 09/09/2020 às 07:21Atualizado em 18/12/2022 às 09:18
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O mês de setembro coloca em pauta um assunto importantíssim a prevenção e posvenção do suicídio. Em entrevista à Rádio JM, a mestre em Enfermagem Psiquiátrica, Luiza Casaburi falou sobre a necessidade de nos atentarmos a possíveis indícios de tentativas de autoextermínio. Luiza Casaburi também é coordenadora do projeto de Extensão Educação em Saúde Psicossocial da Uniube. 

Quanto às formas de prevenção e também de divulgação do tema, a especialista pontua que: “Falar do ato em si não é a melhor maneira, é melhor falar sobre a problemática, os sintomas e os meios de prevenção”, explicou a especialista.  

Casaburi expõe que existem ações e fatos que servem de gatilhos para o ato, mas que anteriormente já há um sofrimento existente, desta forma, para que haja prevenção, é necessário olhar os sinais.

“É identificar o que a pessoa está planejando, se têm tendência, ou está suscetível a um gatilho. O suicídio está muito associado aos quadros depressivos, mas não necessariamente. Existem estimativas da área acadêmica, de que 90% da população que tentou o suicídio, o autoextermínio, tinha algum transtorno mental, mas também tem uma parcela que não tem transtorno mental. É o que chamamos atos suicidas impulsivos, muito associado a adolescência e comportamentos de pessoas impulsivas”, 

Casaburi ainda alerta que há um tabu, uma sugestão de que “quem quer se matar, não fala”, ela reforça que não é bem assim. “Às vezes fala e às vezes não, mas se está verbalizando, está pedindo ajuda. Ninguém acorda e diz ‘irei morrer’, começa com pequenos sinais, sempre tem sinais, e quais são? Começamos a perceber que a pessoa fala com maior frequência que quer dormir e não acordar mais, que seria melhor se Deus já a tivesse levado, que a  vida das pessoas seria melhor se ela não tivesse aqui”, exemplifica. 

A especialista ainda explica, que normalmente, a reação da sociedade ao ouvir coisas do tipo é pedir para a pessoa pare de falar sobre isso, o que é uma conduta errada. “A melhor conduta é falar: ‘olha eu nem imagino o tamanho da sua dor, mas estou aqui para te ouvir, o que está te levando a pensar sobre isso?’ e não julgue, só cada um sabe a dor que carrega”, finaliza. 

I Jornada do Setembro Amarelo

O projeto de Extensão Educação em Saúde Psicossocial da Uniube, juntamente com a Liga Acadêmica de Saúde Mental e Psiquiatria (LASMP) da UFTM, realizará a I Jornada do Setembro Amarelo.  O evento acontecerá de 10 a 18 de setembro, em formato on-line, e contará com a participação de dez palestrantes de renome para falar sobre assuntos relacionados à prevenção ao suicídio.

O evento contará com palestrantes reconhecidos e especialistas nas áreas de Enfermagem, Medicina, Psicologia e Terapia Ocupacional.

Como participar

As palestras serão transmitidas ao vivo pelo canal da LASMP, de forma 100% gratuita. Para se inscrever, é preciso seguir as páginas da @lasmp.uftm e do @informamente_  ,no Instagram, e seguir as regras desta publicaçã CLIQUE AQUI.

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