Casos da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) aumentam em Minas Gerais e especialistas acreditam que a doença possa estar ligada aos casos de Covid-19.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está investigando seis casos da doença.
A nova enfermidade, que surgiu com a pandemia do coronavírus, afeta vários órgãos de crianças e adolescentes. Todos os pacientes precisaram de internação hospitalar e, a maioria, com estado de saúde grave. Não há mortes.
A SIM-P ainda é um mistério para cientistas de todo o mundo. Por enquanto, já se sabe que ela provoca febre alta e duradoura, pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dores no abdômen e pescoço, náuseas, vômitos e problemas respiratórios.
Além disso, também há registros de comprometimentos de vários sistemas, como cardiovascular (incluindo lesão das artérias coronárias), gastrointestinal, renal, hematológico, dermatológico e até neurológico.
Em Minas, a síndrome afeta crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. "A SES-MG tem orientado os municípios e serviços de saúde a realizar a notificação de qualquer caso suspeito de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) potencialmente associada à Covid-19", informou a pasta.
Os primeiros casos surgiram na Europa e América do Norte. Posteriormente, a doença foi registrada em outros países. No Brasil, o Ministério da Saúde determinou a notificação obrigatória a partir do fim de julho de 2020. Na época, a pasta realizou videoconferência com os estados para explicar a situação.
Em 20 de maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou uma nota de alerta com critérios para identificar os casos de SIM-P, entre os quais: paciente com febre persistente, marcadores laboratoriais de atividade inflamatória, com exclusão de outras causas infecciosas. A presença do coronavírus não seria obrigatória, sendo mais comum a presença de anticorpos.
A abordagem terapêutica, segundo a SBP, envolve o uso apropriado de EPI, terapia com antibióticos de acordo com os processos locais, coleta de exames complementares (como hemogramas com plaquetas, urina tipo 1 e eletrólito com bioquímica completa), painel viral respiratório, monitoração cardiorrespiratória precoce e monitoramento rigoroso dos casos de envolvimento miocárdico.
*Com informações do Hoje em Dia.