INOVAÇÃO

USP desenvolve sensor que detecta câncer de pâncreas em até 10 minutos

Tecnologia de baixo custo identifica biomarcador da doença em estágio inicial e pode facilitar diagnóstico precoce

Publicado em 27/04/2026 às 09:27
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Sensor eletroquímico criado por pesquisadores da USP detecta câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais (Foto/Gabriella Soares)

Sensor eletroquímico criado por pesquisadores da USP detecta câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais (Foto/Gabriella Soares)

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um biossensor eletroquímico capaz de identificar sinais do câncer de pâncreas em aproximadamente 10 minutos. O dispositivo foi criado com o objetivo de tornar o diagnóstico da doença mais rápido, acessível e eficaz, especialmente em fases iniciais, quando ainda não há sintomas evidentes.

A tecnologia detecta a presença da proteína CA19-9, considerada um dos principais biomarcadores do câncer de pâncreas, presente no sangue de pacientes. O sensor funciona a partir de uma reação entre anticorpos e a proteína, gerando uma variação elétrica que é transformada em sinal mensurável, permitindo estimar a concentração da substância no organismo.

Segundo os pesquisadores, a proposta é oferecer uma alternativa mais simples e de menor custo em comparação aos métodos tradicionais, que exigem equipamentos laboratoriais complexos e maior tempo de processamento. O sistema desenvolvido consegue realizar a leitura em cerca de 10 minutos, com resultados semelhantes aos exames convencionais em testes iniciais.

Nos estudos realizados até o momento, o biossensor foi testado em amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e de um grupo de controle. A próxima etapa prevê a ampliação do número de análises e a inclusão de novas amostras, como saliva e urina, para aumentar a precisão do diagnóstico.

Além disso, a equipe também trabalha no desenvolvimento de outros sensores complementares e na aplicação de inteligência artificial para cruzamento de dados, em um sistema chamado de “língua bioeletrônica”, que pode aprimorar a identificação de padrões e tornar o diagnóstico ainda mais preciso.

A iniciativa busca ampliar o acesso ao rastreamento precoce do câncer de pâncreas, uma das doenças mais letais quando diagnosticada em estágios avançados.

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