A maioria das pessoas pensa que apenas crianças devem ser vacinadas. O grande número de campanhas contra várias doenças parece reforçar essa ideia
A maioria das pessoas pensa que apenas crianças devem ser vacinadas. O grande número de campanhas contra várias doenças parece reforçar essa ideia, que na realidade não é verdadeira.
A enfermeira, Leide Jane Pereira, alerta que tão importante quanto ter a carteira de vacinas infantil, sempre atualizada, é tomar todas as vacinas disponíveis na idade adulta. “Adultos que não receberam vacinação adequada ou que não tiveram algumas doenças imunopreveníveis, continuam expostos a adquirirem sarampo, rubéola, varicela, hepatite A e B, entre outras patologias que, dependendo da faixa etária as manifestações dessas doenças podem ser mais graves”, afirma.
Segundo a especialista, a falta de registro de vacinação dos adultos, que na maioria das vezes não é encontrado, dificulta todo o planejamento das imunizações. “Além disso, existem indicações bem definidas de vacinação para adultos, o que resulta em benefício, qualidade de vida e redução de morbimortalidade por doenças imunopreveníveis”, frisa Leide Jane.
Entre as principais vacinas indicadas, especialmente para adultos, estão a Dupla Adulto que protege contra difteria e tétano, Tríplice Viral contra sarampo, caxumba e rubéola, Hepatite A, Hepatite B, Meningocócica C ou quadrivalente, Influenza, Pneumocócica 23 valente, Varicela, Febre Amarela e HPV. “A imunização é indicada para todos, pois existem várias doenças imunopreveníveis que são transmitidas através de gotículas respiratórias, secreções, sangue, água ou objetos contaminados. Sendo assim, a melhor forma de se prevenir e garantir proteção contra esses vírus e bactérias é através das vacinas disponíveis no mercado”.
Ela revela que a vacina contra Influenza é administrada anualmente. Deve ser aplicada assim que estiver disponível no mercado ou durante campanhas nos postos, mas o importante é manter o cartão de vacinação completo. “Mas existem contra indicações que devem ser respeitadas: pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida; acometidas por neoplasia maligna; em tratamento com corticosteróides ou submetidas a outras terapêuticas imunodepressoras, como quimioterapia ou radioterapia; presença de doença febril moderada a grave, neste caso, a vacinação deve ser adiada para que os sinais e sintomas não sejam confundidos com eventos adversos da vacinação; e reação grave de hipersensibilidade a algum componente da vacina ou a alguma dose anterior.