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Recipientes de degelo de geladeiras são um dos pontos que reproduzem o mosquito transmissor da dengue
Apesar do alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, o que coloca a cidade em risco de surto de dengue, o número de casos da doença na cidade, divulgado pela Prefeitura este ano, pode ser considerado baixo. No mês de março de 2020, foram 78 casos; no mesmo mês deste ano, ainda não houve nenhum caso registrado. Em 2021, até agora, são 20 notificações da doença, sendo 12 casos em janeiro e oito em fevereiro.
O Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) funciona como um sinalizador para traçar estratégias de enfrentamento à dengue e de combate do mosquito transmissor. “Os principais focos de infestação estão dentro de nossas casas”, alertou a secretária adjunta de Saúde do município, Fabiana Prado. No período em que Uberaba vive o pior momento da pandemia de Covid-19, a secretária pede alerta da população para que não haja focos de reprodução do mosquito. “Pra gente tentar prevenir, pra gente tentar não ter problemas maiores com dengue, estando nosso município ainda no olho do furacão com tantos problemas em relação à pandemia de Covid, o que tem sido feito desde o início do ano e intensificado em fevereiro(...), um novo vírus da dengue ainda não está circulando; o que está ocorrendo neste momento é a reprodução do mosquito. Então, estamos produzindo mosquito e é mosquito que carrega o vírus”, acrescentou Fabiana.
O vírus da dengue, ao contrário do vírus da Covid, pode ser combatido, pois o mosquito é utilizado como vetor de transmissão. A equipe do Departamento de Zoonoses tem feito ações, utilizando o motofog, fazendo mutirões de limpeza e está convocando mais agentes sanitários. A secretária adjunta pede atenção da população no combate aos focos de reprodução do Aedes aegypt. Os cuidados recomendados são evitar deixar água parada e atentar para todos os locais de suas casas, como o recipiente de degelo das geladeiras. Fabiana afirmou que 28% dos focos se relacionam a esses recipientes e lembra: “É uma doença que a gente já sabe como enfrentá-la frontalmente”.