Fábio Braga
Várias mães participaram ontem do “mamaço” na porta do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro realizou "A Hora do Mamaço". Ontem foi celebrado o Dia Mundial da Amamentação e, para marcar e enfatizar a importância de amamentar em qualquer lugar, dependendo da necessidade da criança, foi realizado o mamaço.
Este ano a Semana Mundial da Amamentação traz como tema “A amamentação, a base da vida” e marca o início do Agosto Dourado, para conscientizar as mulheres sobre o assunto. O dia do mamaço aconteceu em vários locais do mundo para expressar gestos de incentivo ao aleitamento materno e às mães que amamentam para que façam doação.
“Promovemos o dia do mamaço também como forma de apoio ao momento da amamentação, que não é fácil, sobretudo no início. E ainda mostrar a todos os benefícios que a criança e a mãe têm com o ato de amamentar, como os anticorpos que a criança ganha com o leite, imunidade, terá um desenvolvimento melhor e mais rápido; e a mãe, durante este momento, aumenta o vínculo com o bebê, e a retomada do corpo de antes da gestação é mais rápida e natural”, explica a enfermeira e responsável técnica da UTI Neonatal do Hospital de Clínicas, Bruna Carvalho Silva.
Com relação à doação de leite, o assunto foi tratado pela equipe do Banco de Leite Humano do Caism. Referência técnica do banco, Márcia Alves Pereira falou sobre a importância de ser doadora e ainda da necessidade atual, uma vez que o estoque no momento é menor do que a demanda. “O ideal seria contar com ao menos 50 doadoras, mas temos apenas 30, por isso não conseguimos atender a toda necessidade da UTI Neonatal com o leite materno. Para se ter uma ideia, fizemos a entrega nesta semana de quatro litros de leite, e era preciso muitos mais que isso. Por isso, convocamos as mulheres para que procurem o Caism, façam sua inscrição, e o procedimento é feito todo em casa, não precisa sair, nem mesmo levar o leite”, afirma. Márcia revela ainda que, pelo que pôde perceber, a falta de doadoras está relacionada à conscientização e também a dificuldades das mães para ordenhar. Leia mais: