Segundo o presidente José Peixoto, buracos e facões tomam conta da pista no trecho da rodovia entre Uberaba e Araxá
Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) protocolou pedido no Ministério Público do Estado de interrupção da cobrança de pedágio na BR-262. O promotor João Vicente Davina, da 15ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, recebeu a manifestação e garantiu que vai estudar a situação. Na hipótese de a apreciação da denúncia ser de competência da União, o promotor encaminhará o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo o presidente da Aciu, José Peixoto, buracos e facões tomam conta da pista no trecho da rodovia entre os municípios de Uberaba e Araxá. A representação foi motivada por diversas reclamações recebidas pela entidade por associados que trafegam pela BR-262. “Empresários uberabenses tiveram prejuízos de pneus estourados, problemas de suspensão devido aos buracos e uma série de complicações. As estradas abrem caminhos para o desenvolvimento e os uberabenses utilizam diariamente essa rodovia, que precisa estar em perfeitas condições”, alerta.
Para Peixoto, a privatização da rodovia gerou expectativa de que o trecho recebesse melhoras de infraestrutura e sinalização, porém não foi o que ocorreu. “É inadmissível que uma rodovia privatizada, que tem uma taxa de pedágio de R$5,30 para automóveis, não realize as benfeitorias necessárias para que a estrada esteja trafegável”, ressalta. Ainda conforme o presidente, a BR-262 é muito utilizada para transporte de cargas e isso requer um trabalho constante e atencioso por parte da concessionária. “Mas o que estamos vendo é uma estrada esburacada e com os chamados facões, que surgem quando o fluxo de veículos acaba formando trilhos nas pistas, principalmente no meio e nas bordas”, pontua Peixoto.