Após 10 anos, a Casa de Acolhimento Madre Teresa de Calcutá cogitou fechar as portas por falta de auxílio financeiro
Após 10 anos de funcionamento atendendo mulheres, a partir de 18 anos, em tratamento contra a dependência química em Uberaba, a Casa de Acolhimento Madre Teresa de Calcutá cogitou fechar as portas por falta de auxílio financeiro. Porém, acordo firmado ontem com a Prefeitura de Uberaba pode mudar a situação da entidade.
Representantes da instituição se reuniram com o prefeito Paulo Piau e o vereador Edmilson Doidão visando reverter a situação. Na ocasião, o prefeito garantiu que vai encontrar uma forma de ajudar o Instituto Municipal Antidrogas (Imad), que mantém a casa. Piau informou que vai convocar uma reunião com a Secretaria de Saúde para que o município se adeque à nova realidade de acordo com o marco regulatório da saúde. O Imad chegou a assinar um convênio com a Prefeitura de Uberaba, para o recebimento de R$2.800 para o atendimento mensal de 15 mulheres dependentes de substâncias psicoativas.
A casa precisaria de pelo R$ 20 mil por mês para manter os atendimentos. Segundo o coordenador administrativo, Henrique de Oliveira Gaspar, a Casa de Acolhimento está localizada na rua Castanheiras, nº 75, no bairro Jardim Espírito Santo, e sempre contava com a colaboração da população da cidade com doações de alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal. Porém, ele diz que nos últimos anos as doações pararam de chegar.
Com capacidade para atender até 35 mulheres, hoje a instituição realiza um trabalho multidisciplinar com 20 pacientes, em razão das dificuldades em manter a Casa de Acolhimento funcionando. Muitas das mulheres são encaminhadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) por não terem condições financeiras para pagar esse tipo de tratamento em uma clínica particular.
Henrique de Oliveira ressalta que os cerca de 10 funcionários da instituição estão sem receber salários há dois meses, entre psicólogos, assistentes sociais, educadores, enfermeiro e administradores. Ele afirma que desde dezembro de 2015 não tem recebido o recurso enviado pelo programa Cartão Aliança pela Vida, promovido pelo Governo do Estado. Oito mulheres estão cadastradas no programa e a casa deveria receber R$900 para o atendimento de cada uma delas. Isso representa o atraso de cerca de R$28.800 que deveriam ser repassados à instituição.